O esquema de lavagem de dinheiro alvo de uma ação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio movimentou mais de R$ 100 milhões do tráfico de drogas. Segundo as investigações, a estrutura financeira prestava serviços ao Terceiro Comando Puro, mas também ocultava recursos ligados a outras facções, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. As apurações ainda identificaram uma possível conexão com um integrante da organização terrorista Al-Qaeda.
Até o momento, oito criminosos foram presos. Os agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas cautelares de bloqueio de ativos financeiros. De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início a partir da atuação do TCP no Complexo de São Carlos, no Centro do Rio. A instituição descobriu que o grupo funciona como uma espécie de “prestadora de serviços” para diferentes organizações criminosas.
Entre 2021 e 2024, a estrutura movimentou mais de R$ 100 milhões por meio de dezenas de empresas de fachada distribuídas em diferentes estados. Um núcleo de empresários de origem libanesa é apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilegais.
Historicamente monitorada como importante polo de operações financeiras e logísticas de grupos terroristas, a região conhecida como Tríplice Fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina) também contaria com a atuação dos integrantes do esquema.
De acordo com a Polícia Civil, a ação desta quarta-feira (15/07) busca sufocar financeiramente as organizações criminosas e desarticular a estrutura responsável pela movimentação e ocultação de seus recursos. As investigações também prosseguem para identificar outros integrantes do esquema. A operação conta com agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público.




