Alvo de megaoperação, Refit nega sonegação e afirma ter “disputa jurídica legítima” com SP

Dívida do Grupo Fit com estados e a União supera os R$ 26 bilhões, segundo investigadores

Por Redação TMC | Atualizado em
Esta é uma fotografia em plano médio, tirada ao nível do chão, em um ambiente industrial ou de pátio de caminhões sob luz natural intensa. O foco está em um agente de segurança em meio a dois caminhões-tanque.
Operação Poço do Lobato mirou Grupo Fit, suspeito de sonegar R$ 26 bilhões. (Foto: Divulgação/Receita Federal)

Alvo de megaoperação na quinta-feira (27/11), o Grupo Fit se manifestou nesta sexta sobre as acusações de fraude e sonegação de impostos. A empresa rejeitou as suspeitas e disse ter “disputa jurídica legítima” com a Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Na quinta, a Operação Poço de Lobato cumpriu mandados de busca e apreensão em 190 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, ligados à empresa de combustíveis, em seis estados:  São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia e Maranhão.

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Em nota, o grupo dono da Refit, novo nome da refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, negou qualquer irregularidade.

“A Refit esclarece que os débitos tributários apontados pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, que serviu como base para a operação Poço de Lobato estão sendo questionados pela companhia judicialmente — exatamente como fazem inúmeras empresas brasileiras que divergem de uma cobrança tributária, incluindo a própria Petrobras, maior devedora do Estado do Rio de Janeiro”, informou o grupo.

O grupo trata a questão como “disputa jurídica legítima“. “Trata-se, portanto, de uma disputa jurídica legítima e não de qualquer tentativa de ocultar receitas ou fraudar o recolhimento de tributos. Todos os tributos estão devidamente declarados, portanto não havendo que se falar em sonegação.”

Por fim, a empresa atacou o Instituto Combustível Legal (ICL), entidade que fez críticas ao grupo na quinta. “É lamentável que as autoridades constituídas permitam ser levadas a erro pelo cartel das distribuidoras personificado no Instituto Combustível Legal.”

Em entrevista à TMC, o presidente do ICL, Emerson Kapaz, disse que o grupo tinha um “modelo de negócio baseado em fraude”.

“A ‘Operação Poço de Lobato’ mostra, mais uma vez, que estamos diante de um modelo de negócio baseado na fraude, com alto grau de sofisticação e impacto bilionário. Combater o devedor contumaz é essencial para proteger a concorrência leal e impedir que o crime continue avançando não apenas no setor de combustíveis, mas em todo o mercado formal brasileiro”, afirmou Kapaz.

Leia Mais: Sonegação virou “estratégia” no setor de combustíveis, que soma dívida de R$ 207 bi

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