A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informou à reportagem da TMC que vai oficiar o Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, para pedir esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo o atendimento prestado na unidade.
Nos últimos dias, a TMC revelou o caso da jovem Taíssa da Silva Neres, de 20 anos. Segundo a família, ela permaneceu cerca de 11 horas em trabalho de parto. O bebê morreu um dia após o nascimento. Três dias depois de receber alta, Taíssa voltou ao hospital, onde foi diagnosticada com restos de placenta no útero. Ela precisou ser transferida para outra unidade e morreu no dia 10 de julho.
Desde a publicação da reportagem, quase 30 mulheres procuraram a TMC para relatar situações semelhantes vividas no Hospital Estadual da Mãe. Entre as denúncias estão demora no atendimento, perda gestacional, negativa de cesariana, falta de assistência médica e outras complicações durante o parto.
A reportagem também revelou um segundo caso, envolvendo a morte de Amanda Oliveira. Segundo a família, após uma cesariana, o marido foi impedido de permanecer na sala, apesar de a legislação garantir o direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto imediato. Horas depois, Amanda sofreu uma hemorragia interna, passou por uma nova cirurgia e morreu antes de ser transferida para outra unidade.
A TMC também procurou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para saber se o órgão pretende adotar alguma medida em relação às denúncias. Até a publicação desta reportagem, não havia recebido resposta.
A Secretaria de Estado de Saúde ainda não se manifestou.




