Arma de Bolsonaro é apreendida pela PM durante blitz em Taguatinga (DF)

Militar ligado ao GSI carregava o armamento e alegou tê-lo retirado para reparo; caso foi encaminhado à Polícia Civil e registrado na 21ª DP

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Um sargento do Exército Brasileiro foi abordado durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) carregando uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apreensão ocorreu na noite desta última segunda-feira (15/06), no Pistão Norte, em Taguatinga (DF). O caso foi encaminhado à Polícia Civil e registrado na 21ª Delegacia de Polícia.

O militar, identificado como Estácio, é vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O militar apresentou documentação referente ao porte funcional e informou imediatamente aos policiais que a arma pertenceria a Bolsonaro. Ele também se identificou como integrante do GSI. Estácio afirmou ter retirado a arma na segunda-feira (15) para um conserto relacionado ao percussor, peça responsável pelo disparo, e que a devolveria na terça-feira (16), após a conclusão do reparo.

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A arma foi retida porque estava registrada em nome de terceiros, o que motivou o encaminhamento da ocorrência para análise da Polícia Civil.

Condenação e prisão domiciliar

O episódio ocorre enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de reclusão por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. O cumprimento da pena teve início em novembro de 2025.

Inicialmente, Bolsonaro ficou sob custódia na Superintendência da Polícia Federal. Depois, foi transferido para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da PM-DF.

Em março deste ano, ele foi diagnosticado com broncopneumonia aspirativa, infecção pulmonar grave, e precisou ser internado no Hospital DF Star, em Brasília. “A defesa então voltou a pedir a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando a necessidade de monitoramento médico constante e atendimento imediato em caso de complicações.”

O ministro Alexandre de Moraes deferiu o pedido. A prisão domiciliar foi fixada por 90 dias, contados a partir da alta médica, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Bolsonaro está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, inclusive por intermédio de terceiros. O “descumprimento das restrições poderá resultar na revogação do benefício” e no retorno ao regime fechado.

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