Chefe do tráfico morre em operação e criminosos põem fogo em ônibus no Rio

Cláudio Augusto dos Santos, o Jiló dos Prazeres, de 55 anos, foi morto em confronto durante ação policial em Santa Teresa nesta quarta-feira

Por Redação TMC | Atualizado em
Ônibus em chamas ao lado de carros na rua
(Foto: COR-Rio/Divulgação)

Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, de 55 anos, morreu durante operação da Polícia Militar em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (18/03). Outros cinco suspeitos também foram mortos na ação. Criminosos reagiram incendiando ônibus e bloqueando vias na região central da cidade.

Agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) entraram nas comunidades dos Prazeres, Fallet/Fogueteiro, Coroa, Escondidinhos e Paula Ramos durante as primeiras horas da manhã. A operação resultou em confronto armado.

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Cláudio Augusto dos Santos era o chefe da comunidade dos Prazeres. Segundo a polícia, ele era um dos criminosos mais relevantes da facção. De acordo com os investigadores, ele era o principal responsável da quadrilha que atua roubando na Zona Sul do Rio.

O traficante tinha pelo menos oito mandados de prisão em aberto por crimes como sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal. Ele acumulava 135 passagens pela polícia.

Reação de criminosos

Após a ação policial, traficantes reagiram utilizando ônibus para bloquear o acesso ao elevado Paulo de Frontin, um dos principais acessos ao Túnel Rebouças, que conecta a região Central à Zona Sul. O bloqueio começou por volta das 9h.

Aproximadamente às 10h, outros ônibus interditavam ruas do Rio Comprido. O comércio da região foi parcialmente fechado por determinação de criminosos.

Quatro ônibus tiveram as chaves retiradas. Os coletivos são das linhas 410 (Saens Peña x Gávea) — veículos A72088 e A72034 — e 202 (Rio Comprido x Castelo) — veículos A48062 e A48046.

De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), há interdições intermitentes em vias da região por causa da ocorrência policial. Os bloqueios atingem a Rua Itapiru, no Catumbi, e as ruas Barão de Petrópolis, Estrela e a própria Avenida Paulo de Frontin.

Em nota, o Rio Ônibus informou que algumas linhas tiveram os itinerários alterados. As linhas impactadas foram: 201 (Santa Alexandrina x Castelo), 202 (Rio Comprido x Castelo), 410 (Saens Peña x Gávea) e 133 (Largo do Machado x Terminal Gentileza).

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Operação em andamento

A ação policial teve como finalidade cumprir mandados de busca e apreensão contra membros do Comando Vermelho suspeitos de participação em roubos de veículos e tráfico de drogas. A Polícia Militar realiza operações na região pelo segundo dia consecutivo.

A Polícia Militar mobilizou 151 policiais para a operação, com o apoio de 14 viaturas e dois blindados.

Na terça-feira (17/03), policiais civis e militares atuaram nas comunidades para cumprir mandados de prisão preventiva contra integrantes da facção criminosa que operam a venda de entorpecentes na região da Lapa. Foram cumpridos 28 mandados de prisão preventiva contra integrantes do Comando Vermelho. Três dos alvos já estavam encarcerados.

Entre os procurados estava Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, um dos chefões da facção, que já era foragido por outros crimes.

Morte de turista italiano

Jiló era um dos envolvidos na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016, no Morro dos Prazeres. Bardella e o primo Rino Polato, de 59 anos, estavam em duas motocicletas e entraram na comunidade por engano.

O turista morto era casado e tinha um filho. Bardella tinha uma empresa de administração condominial com a mulher. Os dois amigos viajavam em motos pela América do Sul e já tinham passado pelo Paraguai e Argentina, além de Curitiba e Foz do Iguaçu, onde visitaram as Cataratas.

Roberto Bardella foi baleado na cabeça e no braço e morreu na hora. Polato foi capturado pelos bandidos, que forçaram a entrar num carro e deixaram o corpo de Roberto no porta-malas. O veículo circulou pela favela durante cerca de duas horas, até vir a ordem do chefe do tráfico para liberar os dois. Rino foi deixado, junto com o corpo de Roberto, numa praça num bairro vizinho a Santa Teresa.

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