Crânio afundado e deslocamento do coração: polícia divulga detalhes de menino de 3 anos morto pelo pai por não dar ‘bom dia’

Investigação da Polícia Civil foi reclassificada para homicídio doloso duplamente qualificado e tortura; MP-RS pediu cooperação da Interpol para checar antecedentes do pai nos EUA

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Crânio afundado e deslocamento do coração: polícia divulga de menino de 3 anos morto pelo pai por não dar 'bom dia'
Reprodução redes sociais

Um menino de 3 anos morreu após ser espancado pelo próprio pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As lesões identificadas pelos médicos incluem crânio afundado e deslocamento do coração. A mãe da criança foi presa preventivamente nesta quinta-feira (11/07), segundo a Polícia Civil.

Segundo a Polícia Civil, o caso passou a ser enquadrado como homicídio doloso duplamente qualificado e tortura.

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Pai admitiu agressões; polícia suspeita de mais

Durante o interrogatório, o pai confessou ter batido no filho, mas a delegada Luana Tamiozzo Medeiros avalia que as agressões foram mais graves do que as descritas por ele. O resultado pericial definitivo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) referente às circunstâncias do óbito ainda aguarda conclusão.

Na quinta-feira (11/07), o Ministério Público do Rio Grande do Sul encaminhou pedido de cooperação à Interpol com o objetivo de levantar os antecedentes do pai nos Estados Unidos.

O pai alegava ser missionário para moradores da região. No entanto, nenhuma igreja confirmou vínculo institucional com ele, segundo a delegada.

Leia mais: Mãe é presa por omissão após menino de 3 anos morrer espancado pelo pai em Viamão

Mãe presa por omissão

A mãe foi presa preventivamente. Ela alega ser vítima de violência doméstica. Mesmo assim, a delegada avaliou que seria quase impossível que ela não soubesse das agressões, dada a estrutura da casa.

“Vimos que a casa praticamente não tem portas. Ela era dividida por cortinas. Então seria quase impossível que a mãe não ouvisse o que estava acontecendo”, afirmou a delegada Luana Tamiozzo Medeiros.

Ela também destacou o histórico familiar: “Vendo o histórico familiar, de que essas lesões já acontecem há muitos anos, nos deu ainda mais convencimento de que essa mãe provavelmente era omissa.”

Histórico de violência e pobreza

As crianças da família também já haviam sido retiradas da guarda materna pelo Conselho Tutelar em momento anterior. Depois foram acolhidas e retornaram para a família.

Segundo a delegada, a família vivia em extrema pobreza. Pai e mãe não tinham emprego formal. O grupo estava em Viamão há cerca de 7 meses e havia passado anteriormente por São Paulo e Santa Catarina.

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