Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou neste sábado (23) uma decisão em que afirma não identificar ilegalidade manifesta na prisão preventiva da influenciadora e empresária Deolane Bezerra. O ministro analisou uma reclamação apresentada pela advogada de Deolane contra decisão de primeira instância.
A detenção ocorreu na última quinta-feira (21), em operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. As investigações apuram um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma transportadora de cargas sob controle da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Defesa recorre ao STF
Após a prisão, a advogada de Deolane levou o caso ao STF por meio de reclamação — instrumento jurídico usado para questionar decisões que, segundo a parte, violam entendimentos do tribunal. Dino avaliou o pedido e não atuou de ofício para reverter a medida.
Em resumo, o que estava em jogo era saber se a prisão preventiva — aquela decretada antes de uma condenação definitiva, para garantir o andamento do processo — tinha algum vício grave o suficiente para ser suspensa pelo STF.
Deolane nega acusações
A influenciadora afirma ser inocente. Segundo ela, a prisão decorreu do exercício de sua profissão de advogada, e não de qualquer envolvimento com o esquema investigado. Na prática, a decisão de Dino não encerra o caso: a reclamação segue em análise no tribunal.




