O nome de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza voltou ao centro dos holofotes nacionais após um tenso episódio que envolveu seu desaparecimento, cartas de despedida e uma rápida ação das autoridades.
Para quem acompanha o noticiário jurídico e policial do país, o nome de Dayanne está historicamente ligado ao caso do ex-goleiro Bruno Fernandes, do qual ela foi esposa e acabou absolvida em júri popular em 2013. Contudo, os fatos recentes revelam um drama pessoal completamente diferente.
Abaixo, entenda cronologicamente do sumiço ao arquivamento das investigações.
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O Desaparecimento e as cartas de despedida
No dia (02/07) Dayanne, atualmente com 39 anos, deixou seus filhos na casa da mãe em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e não retornou.
Preocupado com a falta de contato, o atual companheiro de Dayanne acionou a Polícia Militar na madrugada do dia seguinte (3). Ao vistoriar a residência do casal, ele encontrou dois elementos cruciais para a investigação:
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- O aparelho celular de Dayanne: onde constavam mensagens de texto contendo cobranças intensas e ameaças vindas de supostos agiotas;
- Cartas em tom de despedida: escritas à mão, onde Dayanne desabafava estar “perdendo a vida” por conta das ameaças recebidas e clamava para que as autoridades protegessem seus filhos e seu marido.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciou imediatamente as buscas para mapear o paradeiro da mulher.
Localização e atendimento médico em Belo Horizonte
Após três dias de buscas e intensa mobilização de familiares nas redes sociais, o mistério sobre a localização de Dayanne foi desfeito. Na noite de sábado, (04/07), ela deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi posteriormente transferida pelo SAMU para o setor de politraumatizados do Hospital João XXIII, na capital mineira.
Informações preliminares da cobertura policial indicaram que ela foi internada sob cuidados médicos após ter ingerido medicamentos.
Por que a Polícia Civil arquivou o caso?
Apenas dois dias após a localização de Dayanne, em (06/07), a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou oficialmente o encerramento do procedimento investigativo.
A decisão pelo arquivamento se deu porque as evidências técnicas e testemunhais colhidas apontaram para um cenário muito claro juridicamente:
“As diligências realizadas e os elementos reunidos ao longo da investigação apontam para um desaparecimento voluntário, não havendo indícios da prática de crime”, afirmou a Polícia Civil em nota oficial.
Como sumir por vontade própria (desaparecimento voluntário) não configura crime no ordenamento jurídico brasileiro, o Estado não tem competência legal para manter o inquérito aberto. A apuração quanto às supostas extorsões e ameaças dos agiotas, por sua vez, corre sob novos desdobramentos de natureza estrita de segurança e denúncia.
Relembre: Quem é Dayanne Rodrigues?
Dayanne Rodrigues do Carmo ficou nacionalmente conhecida em 2010, quando o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, foi preso pelo assassinato da modelo Eliza Samudio.
Na época, Dayanne, que tem duas filhas com o ex-atleta, chegou a ser presa preventivamente e denunciada pelo Ministério Público sob a acusação de envolvimento no sequestro e cárcere privado do bebê Bruninho (filho de Eliza com o goleiro).
Em março de 2013, durante o julgamento em Contagem (MG), a defesa sustentou que ela agiu sob forte coação e medo. O conselho de sentença acolheu os argumentos e Dayanne foi totalmente absolvida das acusações, enquanto Bruno foi condenado.
Desde a separação definitiva e o desfecho do caso do goleiro Bruno, ela tentava manter uma rotina discreta na grande Belo Horizonte, interrompida tragicamente por este recente episódio de ordem financeira e pessoal.




