Dono da Outsider Tour é preso pela PF no Galeão por golpes em pacotes da torneios esportivos

Fernando Sampaio responde a mais de 600 processos em vários estados

Por , Rio de Janeiro
Fernando Sampaio de Souza e Silva
Reprodução redes sociais

O dono da empresa Outsider Tour, Fernando Sampaio de Souza e Silva, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), na Zona Norte do Rio, na noite desta sexta-feira (26). O empresário voltou a ser detido em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Aracaju, em Sergipe, por estelionato.

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Fernando Sampaio responde a mais de 600 processos em diferentes estados do país e já havia sido preso em janeiro deste ano pela Polícia Civil de Santa Catarina, enquanto passava férias com a família em Balneário Camboriú. Na ocasião, ele foi solto três meses depois, em abril.

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No Rio de Janeiro, Fernando responde a um processo criminal por estelionato e foi indiciado duas vezes no ano passado pelo mesmo crime. As investigações apontaram que o empresário seria responsável por empresas de turismo que vendiam pacotes esportivos para eventos nacionais e internacionais, principalmente grandes eventos esportivos.

No entanto, os serviços contratados não eram entregues. A empresa se tornou alvo de inúmeras reclamações após problemas na venda de pacotes para jogos da Copa Libertadores e para a final da Champions League.

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Além disso, a empresa mantinha uma página nas redes sociais e firmava parcerias com influenciadores digitais para divulgar os pacotes. Após as denúncias, os próprios influencers relataram terem ficado sem ingressos durante viagens ao exterior, já que os bilhetes prometidos também não foram entregues.

Em nota, a defesa de Fernando Sampaio informou que o Tribunal de Justiça do Pará já havia concedido um habeas corpus revogando uma prisão preventiva anterior, “reconhecendo a ausência de contemporaneidade e de necessidade da medida extrema no caso concreto”. Os advogados afirmam ainda que a manutenção da prisão preventiva, nas circunstâncias atuais, é desproporcional e juridicamente insustentáveis.

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