A Força Aérea Brasileira (FAB) despachou uma equipe de busca e resgate urbano à Venezuela após uma série de terremotos que sacudiu o país na última semana. O voo foi realizado pela aeronave KC-390 Millennium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), o Esquadrão Zeus, e levou profissionais especializados, cães farejadores e equipamentos de resgate.
A mobilização foi articulada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). A equipe tem previsão de ficar 15 dias no país. O prazo pode ser estendido por mais 15 dias, conforme a evolução da situação.
Segundo avião parte neste sábado
Além da missão já em campo, outro voo está programado para este sábado (27). Ele levará médicos e um hospital de campanha para reforçar o atendimento às vítimas.
O ministro da Defesa, José Múcio, deve viajar à Venezuela na próxima semana para acompanhar e coordenar as ações de ajuda humanitária.
Busca por sobreviventes é prioridade
Neste primeiro momento, o foco da equipe brasileira é o trabalho de localização e resgate de pessoas soterradas. A porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Karoline Magalhães, explicou por que essa janela de tempo é crítica: “Quando cai um prédio, formam-se bolsões de ar. Então, as pessoas, muitas vezes, permanecem dentro desses bolsões com uma sobrevida até considerável, cinco, dez dias”
A equipe de resgate reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MIDR), dos Corpos de Bombeiros Militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Apoio internacional já está no local
Segundo a presidente venezuelana Delcy Rodríguez, delegações de vários países já se encontram na Venezuela. Entre eles estão México, Chile, El Salvador, Estados Unidos, Catar e Espanha, além de representantes de países membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
No Brasil, a sociedade civil também se mobilizou. Em Roraima, voluntários organizam coleta de doações para envio ao país vizinho. A voluntária Ubeimi Giraldo resumiu o apelo: “A situação lá já é ruim e, com o que está acontecendo, fica pior. Se você tiver alguma coisa para doar, pode ser alimentação, comida, ajuda… Seja bem-vinda”




