Uma manifestação de estudantes universitários terminou em confusão e agressões físicas na tarde de quarta-feira (20/05), no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo. O incidente envolveu o ex-deputado estadual Douglas Garcia, pré-candidato pelo Republicanos, e um grupo de homens que o acompanhava.
Segundo relatos, Garcia apareceu nos arredores da concentração por volta das 16h e começou a gravar vídeos provocando os manifestantes. A situação escalou quando estudantes tentaram afastá-lo do local.
O confronto físico começou após Garcia xingar os participantes do ato. Quatro homens que estavam com ele partiram para cima dos estudantes, desferindo socos e empurrões.
Após as agressões, o grupo deixou o local. A marcha seguiu seu trajeto original em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.
Motivação do ato estudantil
O protesto reunia alunos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As três instituições estão mobilizadas por melhores condições de permanência estudantil e mais investimentos na educação pública.
A concentração começou às 14h no Largo da Batata. Na prática, os estudantes cobram do governo estadual políticas que garantam a continuidade dos cursos para alunos de baixa renda.
Histórico de confrontos
Este não é o primeiro episódio de conflito envolvendo Garcia em manifestações estudantis. No dia 11 de maio, outro confronto ocorreu durante um ato universitário, desta vez com a participação de vereadores do União Brasil.
O caso mais grave do histórico de Garcia aconteceu em 2022, durante um debate entre candidatos ao governo de São Paulo. Na ocasião, ele atacou fisicamente a jornalista Vera Magalhães.
Consequências anteriores
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu investigação sobre o ataque à jornalista. O episódio gerou repercussão nacional e levou a medidas institucionais contra o então deputado.
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) suspendeu Garcia por disseminação de desinformação e ofensas a instituições democráticas. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ética da casa.
Além disso, Garcia foi condenado judicialmente pela divulgação de um dossiê que expunha dados pessoais de opositores políticos. O material ficou conhecido como dossiê antifascista.




