Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioBrasilGilmar Mendes dá 48 horas para SC explicar lei...

Gilmar Mendes dá 48 horas para SC explicar lei que barra cotas raciais

Lei 19.722/2026 foi aprovada pela Alesc em dezembro e sancionada pelo governador Jorginho Melo na última sexta-feira (23/01)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina envie mais informações e esclarecimentos sobre a nova legislação que proíbe cotas raciais para ingresso em universidades do estado. 

Relator do tema, o ministro deu o mesmo prazo para que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) explique a nova lei, que proíbe a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em qualquer instituição de ensino que recebem verbas públicas do estado.

Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp

O ministro justificou a urgência “ante a notícia de processos seletivos em andamento potencialmente afetados pela legislação estadual impugnada”, porém sem fazer menção a algum certame em específico. 

A Lei 19.722/2026 foi aprovada pela Alesc em dezembro e sancionada pelo governador Jorginho Melo na última sexta-feira (23/01). Desde então, a oposição em SC acionou a Justiça Federal contra a nova legislação. 

No Supremo, a constitucionalidade da nova lei foi questionada por partidos como PSOL e PT, bem como pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), União Nacional dos Estudantes (Une), Coalizão Negra por Direitos e Educafro – associação que luta pela inclusão de negros, em especial, e pobres em geral, em universidades públicas ou particulares, com bolsa de estudo. 

Entenda

De acordo com a lei, universidades públicas estaduais e outras instituições de ensino superior que recebem recursos do governo do estado ficam proibidas de adotarem políticas de reserva de vagas ou qualquer forma de cota ou ação afirmativa, como vagas suplementares e medidas congêneres.

A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros, incluindo professores.

A lei admite exceções, como a reserva de vaga por critérios exclusivamente econômicos, para pessoas com deficiência e estudantes vindos da rede pública estadual.

As punições previstas para quem descumprir a nova legislação são multa de R$ 100 mil por edital e corte de repasses públicos.

Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 programas de mestrados e doutorados.

A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Lei federal

A Lei de Cotas vigora no âmbito federal desde 2012 (Lei nº 12.711/2012) e prevê 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, incluindo critérios de renda, raça (pretos, pardos, indígenas e quilombolas) e pessoas com deficiência.

Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais.

Em 2012, o STF decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades. Os ministros julgaram o caso da Universidade de Brasília (UnB), que foi a primeira instituição federal a implementar políticas de ação afirmativa para estudantes negros e indígenas.

“A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, define o resultado do julgamento.

Por Agência Brasil

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Carro da Enel faz atendimento em poste em rua de São Paulo

Enel se justifica e aponta rajadas de vento como evento “mais complexo” de 2025

A Enel apresentou dados para defender que agiu bem durante a crise das rajadas de vento em São Paulo
Fachada da unidade da C4 Gym no Parque São Lucas

Donos de academia são indiciados após morte por intoxicação em piscina

Polícia apura uso irregular de produtos químicos e ausência de protocolos de segurança; caso é tratado como homicídio com dolo eventual
Vandalismo em posto

Trio em carro de luxo vandaliza posto de gasolina no DF; veja o vídeo

Câmeras de segurança registraram ação ocorrida na manhã de domingo, caso é investigado pela 11ª Delegacia de Polícia
Mulheres são arrastadas por enxurrada durante forte chuva em Minas Gerais; veja vídeo 

Mulheres são arrastadas por enxurrada durante forte chuva em Minas Gerais; veja vídeo 

Vítimas foram levadas pela força da água, em Montes Claros, nesta terça-feira (10/02) e foram resgatadas por homens que estavam em frente a uma mercearia