Após três meses de paralisação, a greve dos professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro chegou ao fim nesta quarta-feira. A decisão foi tomada em assembleia realizada no campus Maracanã, um dia depois da aprovação, pela Assembleia Legislativa do Rio, do Projeto de Lei Complementar que cria o Adicional de Desenvolvimento Funcional, o ADF.
O projeto, que agora aguarda a sanção do governador em exercício Ricardo Couto, cria um adicional no salário dos servidores. O benefício será de 5% a cada três anos de trabalho, começando com 10% na primeira progressão e podendo chegar a 60%.
A proposta foi elaborada pela Uerj e encaminhada ao governo estadual. O texto foi enviado à Alerj após uma reunião entre o governador, a reitora Gulnar Azevedo e Silva, o deputado estadual Carlos Minc e o secretário de Planejamento e Gestão, Rafael Abreu.
Para receber o benefício, o servidor precisará atingir pelo menos 60% nas avaliações de desempenho, participar de ações de capacitação e não ter punições disciplinares de suspensão.
A greve havia começado em 26 de março e deixou sem aulas alunos da Uerj e do Cap-Uerj. A universidade informou que o calendário para reposição das aulas será divulgado nos próximos dias, com previsão da retomada das aulas para o dia 13 de julho.




