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Após ser alvo de operação da PF, presidente do Rioprevidência é exonerado

Polícia Federal investiga aplicações de R$ 970 milhões em fundos ligados ao Banco Master

O governador Cláudio Castro (PL) exonerou Deivis Marcon Antunes da presidência do Rioprevidência na noite desta sexta-feira (23/01).

A decisão ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Papel, que investiga aplicações financeiras do fundo previdenciário em instituições ligadas ao Banco Master, instituição em liquidação extrajudicial desde novembro.

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Há divergências sobre os motivos da exoneração. Deivis alega ter solicitado seu próprio afastamento por carta, enquanto o governo estadual afirma que já o investigava e determinou sua saída.

O governo do Rio informou que a Controladoria Geral do Estado (CGE RJ) conduzia investigações sobre Deivis desde dezembro para “apurar todos os fatos relativos a investimentos feitos pela autarquia, reforçando o seu compromisso com a proteção do patrimônio previdenciário do funcionalismo fluminense.”

A exoneração acontece um mês após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) recomendar formalmente o afastamento de Deivis e outros dois diretores. Em 10 de dezembro, o plenário do TCE aprovou por unanimidade o voto do relator José Gomes Graciosa, que recomendou ao governo estadual “o afastamento imediato do diretor-presidente do Rioprevidência, Sr. Deivis Marcon Antunes, do diretor de investimentos, Sr. Eucherio Lemer Rodrigues, do gerente de operações de investimentos, Sr. Pedro Pinheiro Guerra Leal, (…) caso ainda estejam exercendo funções na estrutura do Rioprevidência, em razão das omissões e irregularidades constatadas na presente auditoria, que comprometem a saúde financeira do órgão garantidor dos benefícios dos servidores aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro”.

Operação Barco de Papel

A Polícia Federal investiga aplicações do Rioprevidência em fundos ligados ao conglomerado de Daniel Vorcaro. Segundo a corporação, essas operações “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

O Rioprevidência, responsável pelo pagamento de benefícios a 235 mil servidores do Rio de Janeiro e seus dependentes, confirmou ter realizado aportes de quase R$ 1 bilhão nesses fundos nos últimos anos.

“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF.

Buscas e apreensões

Agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Na residência de Deivis, em Botafogo, os policiais precisaram pular o portão para ter acesso ao imóvel, mas não o encontraram. O presidente havia viajado para os Estados Unidos em 15 de janeiro.

O advogado Paulo Klein, que representa Deivis, informou que seu cliente “encontra-se oficialmente em período de férias, previamente programadas desde novembro de 2025, nos termos das normas internas vigentes.” Durante sua ausência, a presidência é exercida pelo diretor de administração e finanças, conforme o Regimento Interno da autarquia.

Também foram alvos da operação Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino. Na casa de Eucherio, a PF apreendeu R$ 3.760 em notas novas dentro de uma mochila.

Posicionamento do Rioprevidência

Em nota oficial, o Rioprevidência afirmou que “todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.”

“O Rioprevidência destaca ainda que está resguardado por decisão judicial, de dezembro de 2025, que determinou a retenção de cerca de R$ 970 milhões, acrescidos de juros e correção monetária, referentes aos valores investidos pela autarquia. A medida visa proteger o patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio.

A autarquia informou que o investimento está sendo quitado com a retenção de valores de empréstimos consignados que seriam repassados ao banco. Os recursos estão disponíveis no caixa previdenciário e o investimento será liquidado em aproximadamente dois anos.

O Rioprevidência garantiu aos segurados que os serviços continuam normalmente e o calendário de pagamentos permanece inalterado.

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