Um jovem de 27 anos morreu em Ponta Grossa depois de ter participado de um ritual da aviação conhecido como “banho de óleo”. Gustavo Henrique Lara recebeu a aplicação do produto na noite desta quinta-feira (16) pelo seu próprio instrutor de vôo, mas acabou passando mal e morreu. O delegado responsável pelo caso, Lucas Petry, explica como funciona esse ritual.
“O banho de óleo ocorre após o piloto ter se graduado e completado o seu primeiro voo solo. Conforme os elementos iniciais, foi despejada sobre a vítima uma substância. Segundo relatos, a vítima foi socorrida ainda no centro da aviação.”
Ainda de acordo com o delegado, o instrutor confessou ter despejado o óleo em Gustavo, mas foi liberado depois de ter pagado fiança no valor de R$ 3 mil.
Ainda segundo a Polícia Civil, a classificação é provisória. A investigação vai esclarecer o caso, como as condições, a quantidade de óleo aplicada e quais as regiões do corpo de Gustavo foram atingidas. Outros exames também foram solicitados. A Polícia Civil ainda deve ouvir mais testemunhas, tanto pessoas presentes na situação quanto familiares do jovem.
O velório acontecerá a partir das 14h, na Capela Municipal, em Ipiranga, no sudeste do Paraná. Missa de Corpo Presente: 18/07, às 8h da manhã, no Pavilhão da Igreja Matriz.
Confira abaixo a nota completa do Centro de Aviação
“O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Gustavo Henrique de Lara, ocorrido após a realização de seu voo solo.
Esclarecemos que o lamentável fato ocorreu fora da área do CIAC, logo após o encerramento da atividade de voo da data de ontem (16).
Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda.
O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades.
Em respeito à memória do aluno, à sua família e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, o CIAC não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas.”




