Jumentos estão sendo encontrados mortos e gravemente feridos no Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará. Segundo informações divulgadas pela colunista Eliziane Alencar, há suspeitas de que pessoas estejam estimulando matilhas de cães a atacar os animais durante a noite.
O caso foi denunciado à Polícia, ao Ministério Público, à Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara e ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão responsável pela administração do parque. Moradores da região também relataram os episódios nas redes sociais.
Além dos ataques atribuídos às matilhas, há registros de jumentos mortos por enforcamento na área, circunstâncias que também devem ser apuradas pelas autoridades. Os animais vivem no parque após terem sido abandonados quando deixaram de ser utilizados como meio de transporte.
Risco de extinção e pressão do mercado externo
Segundo a colunista, a situação em Jericoacoara se soma a outra ameaça enfrentada pelos jumentos no Brasil: a captura e o abate de animais para a exportação de peles destinadas ao mercado chinês. A combinação desses fatores tem levado especialistas e entidades de proteção animal a alertarem para o risco de redução da população da espécie.
Protetores locais se mobilizaram para prestar atendimento veterinário aos animais feridos e lançaram uma campanha de doações para custear tratamentos e medicamentos.
Projetos de lei na ALECE
Desde 2024, dois projetos de lei do deputado Renato Roseno tramitam na Assembleia Legislativa do Ceará (ALECE). Um deles reconhece os jumentos como animais de relevante interesse ambiental e cultural. O outro propõe proibir o abate da espécie em todo o estado.
Ao defender as propostas, o parlamentar afirmou: “Animais não são mercadoria, nem máquinas de produção, nem trabalhadores.”




