Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros e assessores por mais de duas horas nesta quinta-feira (09/07) para avaliar as ações humanitárias do Brasil na Venezuela. Segundo interlocutores do governo, o encontro não foi conclusivo. A avaliação da equipe de Lula é que a próxima fase de socorro precisa ser mais coordenada com as necessidades apontadas por Caracas.
Os terremotos que devastaram o norte da Venezuela no final de junho resultaram em 3.889 mortos. Segundo o governo brasileiro, os abalos foram os de maior intensidade registrados no território venezuelano em um período superior a um século. Caracas e sua região metropolitana sofreram colapso de edificações e destruição generalizada.
Primeira fase de ajuda
Na primeira fase da resposta humanitária, o Brasil realizou 6 voos, sendo cinco operados pela Força Aérea Brasileira (FAB) e um pela Gol, em caráter solidário. A carga total transportada chegou a 60 toneladas, entre suprimentos, equipamentos e insumos médicos.
A remessa incluiu 100 purificadores de água. O país instalou ainda um hospital de campanha com até 30 leitos, sob responsabilidade de 93 militares da Marinha. Compuseram também a missão 71 bombeiros militares, 4 especialistas da Defesa Civil e 6 técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A coordenação das operações cabe à Casa Civil. A reunião desta quinta-feira reuniu o chanceler Mauro Vieira, Celso Amorim, assessor especial da Presidência, a ministra da Casa Civil Miriam Belchior, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar Fernanda Machiaveli e o tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno, comandante da Aeronáutica.
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Próximos passos
Nos próximos dias, o governo brasileiro aguarda indicações da Venezuela para definir um novo plano de ação. Sem essas sinalizações, não há cronograma fechado para uma segunda fase de operações.




