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Lula defende atuação do STF na abertura do ano judiciário em Brasília

Presidente destacou que Supremo agiu conforme atribuições constitucionais para garantir ordem democrática e processo eleitoral durante cerimônia com representantes dos Três Poderes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a sessão solene de abertura do ano judiciário. O evento aconteceu nesta segunda-feira (2/02) na sede da Corte, em Brasília.

Em seu pronunciamento, o chefe do Executivo destacou que o Tribunal agiu conforme suas atribuições constitucionais para garantir a ordem democrática e o processo eleitoral brasileiro.

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A cerimônia reuniu representantes dos Três Poderes, com a presença do presidente do STF, ministro Edson Fachin, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Também participaram ministros da Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, integrantes da OAB e ministros do governo federal.

Lula respondeu a críticas frequentemente dirigidas ao Judiciário por determinados setores políticos. “O Supremo Tribunal Federal não buscou protagonismo, muito menos tomou para si atribuições de outros Poderes. Agiu no estrito cumprimento da Constituição, garantindo a ordem constitucional e a liberdade do processo eleitoral”, afirmou o presidente.

Em seu pronunciamento, o chefe do Executivo enfatizou que o Brasil demonstrou ser “mais uma vez que é maior do que qualquer golpista ou traidor da pátria”, reforçando o compromisso institucional com a democracia e a separação dos Poderes.

O presidente mencionou os desafios enfrentados pelos integrantes do STF. “Por agirem de acordo com a lei, ministros do Supremo enfrentaram toda sorte de ameaças e não fugiram de seus compromissos constitucionais”, disse Lula.

A solenidade marcou formalmente o início das atividades do Judiciário em 2026, evidenciando a articulação entre os Poderes após a tentativa de ruptura democrática.

Leia mais: Fachin confirma Cármen Lúcia como relatora do código de ética do STF

Lula abordou os recentes ataques à democracia brasileira, referindo-se diretamente à condenação de Jair Bolsonaro e seus aliados. “A condenação dos golpistas deixou uma mensagem clara. Os responsáveis por qualquer futura tentativa ruptura democrática serão punidos outra vez com o rigor da lei. A democracia não está pronta, está em permanente construção. Sua manutenção exige compromisso e coragem, duas qualidades que não nos faltam e não faltarão em momentos decisivos da história”, declarou.

Antes da fala presidencial, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, defendeu a implementação de um código de ética para o Tribunal, tema que ele tem abordado recentemente. A proposta surge após críticas sobre a conduta do ministro Dias Toffoli nas investigações de fraudes do Banco Master.

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