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Lula recebe cúpula da UE e reforça protagonismo do Brasil em acordo do Mercosul

Reunião antecede assinatura em Assunção e é considerada pelo governo federal como o principal marco político do tratado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta sexta-feira (16/10), no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro ocorre um dia antes da assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, marcada para sábado (17/10), em Assunção, no Paraguai.

A reunião no Rio é tratada pelo governo brasileiro como estratégica para consolidar o protagonismo do Brasil nas negociações do acordo. A expectativa é de uma declaração conjunta, com o objetivo de garantir que o anúncio político do tratado ocorra em território brasileiro. Para a diplomacia brasileira, o encontro tem peso político superior à cerimônia de assinatura no Paraguai e assegura uma imagem simbólica de Lula ao lado das principais lideranças da União Europeia.

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Com essa decisão, Lula optou por não viajar a Assunção e será o único presidente do Mercosul ausente da cerimônia. Confirmaram presença os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, da Argentina, Javier Milei, do Uruguai, Yamandú Orsi, além do boliviano Rodrigo Paz e do panamenho José Raúl Mulino, de país associado ao bloco. O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O governo brasileiro minimiza a ausência de Lula e afirma que a assinatura estava prevista inicialmente para ocorrer em nível ministerial, com a participação apenas dos chanceleres. Segundo auxiliares do presidente, a elevação do encontro ao nível de chefes de Estado foi uma decisão posterior do Paraguai, classificada pelo Planalto como um movimento político. A avaliação do Itamaraty é de que o ato de sábado será apenas uma formalidade, após o aval político dado por Lula na reunião no Rio.

Ainda de acordo com fontes do governo, o encontro no Brasil foi solicitado por Ursula von der Leyen e António Costa antes da viagem ao Paraguai. Para o petista, a reunião seria suficiente para registrar o desfecho político do acordo, após o esforço de articulação conduzido pelo Brasil junto aos europeus.

Leia mais: Acordo entre Mercosul e União Europeia deve entrar em vigor no 2º semestre, diz Alckmin

A viabilização do acordo no lado europeu envolveu negociações diretas entre Lula e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Em conversa no fim de 2025, Meloni relatou dificuldades políticas internas com agricultores italianos e pediu mais tempo ao presidente brasileiro. O adiamento permitiu que a Itália se alinhasse a Alemanha e Espanha, isolando a resistência da França e viabilizando a conclusão do texto para assinatura nesta semana.

O Itamaraty considera tratado entre Mercosul e União Europeia o maior acordo comercial do mundo, ao reunir cerca de 720 milhões de habitantes e representar aproximadamente 15% do PIB global.

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