Manoel Silva Rodrigues, ex-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB), foi condenado por tráfico de cocaína após ser preso em flagrante no aeroporto de Sevilha, na Espanha, em junho de 2019. Ele transportava 37 quilos de cocaína em um avião da FAB. A droga foi avaliada em 1,3 milhão de euros, equivalente a R$ 6 milhões na época.
A sentença estabeleceu três anos de prisão e 700 dias-multa, cada dia calculado em um trigésimo do salário mínimo da época. A acusação de lavagem de dinheiro não resultou em condenação para Manoel.
Militar aproveitou cargo para facilitar o crime
Manoel exercia a função de comissário de bordo em aeronaves da FAB. De acordo com o Ministério Público Militar, as negociações para o transporte de entorpecentes ocorreram em março e abril de 2019, sem que a operação chegasse a ser executada em nenhuma dessas tentativas. O carregamento só foi efetivamente transportado em junho daquele ano.
O Ministério Público Militar apresentou ainda evidências de que o casal atravessava dificuldades financeiras até o começo de 2019 e de que “o padrão de vida do casal se alterou após a inserção do réu no grupo criminoso”.
Absolvição da lavagem e outros réus
Ao todo, seis pessoas responderam ao processo — três militares e três civis —, sendo quatro delas absolvidas. O empresário identificado pelos investigadores como proprietário da droga recebeu pena de 22 anos de prisão a ser cumprida em regime fechado.
Manoel foi desligado da FAB em 2022. Hoje, está detido na Espanha cumprindo seis anos de prisão em um regime de restrições equivalente ao que no Brasil se conhece como liberdade condicional.
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