Maquiadora pagou R$ 41 mil por procedimento com 300 ml de PMMA; polícia apura morte em SP

Investigação aponta que médica responsável não possui residência em dermatologia; caso é tratado como homicídio culposo

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, após um procedimento estético realizado em uma clínica na capital paulista. O caso é tratado como morte suspeita e também é apurado como homicídio culposo por possível inobservância de regra técnica profissional.

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 27º Distrito Policial, Roseli viajou do Mato Grosso do Sul para São Paulo para realizar uma remodelação glútea e na parte posterior das coxas com a médica Tábita Nunes Marcolino Jorge.

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De acordo com a investigação, a maquiadora pagou R$ 41.410 via PIX pelo procedimento realizado no dia 25 de maio. Conforme depoimento da médica, foram aplicados 300 ml de PMMA (polimetilmetacrilato), distribuídos em 100 seringas de 3 ml.

A profissional afirmou que a substância não é proibida pela Anvisa, embora tenha uso desaconselhado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

As investigações também apontam que Tábita Jorge possui pós-graduação em dermatologia, mas não residência médica na especialidade. Segundo o boletim de ocorrência, ela atua em Goiânia e realiza atendimentos em São Paulo em salas alugadas por diária. O primeiro contato e a triagem da paciente teriam ocorrido de forma online, por aplicativo de mensagens.

Segundo o relato da filha da vítima à polícia, Roseli começou a passar mal na manhã seguinte ao procedimento. Ainda conforme o depoimento, ao retornarem à clínica, a equipe médica teria pedido que o SAMU fosse acionado.

A motorista de aplicativo que transportou Roseli relatou que a passageira apresentava dificuldade para respirar, suor intenso e dizia que estava passando mal durante o trajeto até o prédio comercial no Brooklin. Ao chegar ao local, a vítima já estava desacordada.

A polícia apreendeu o celular da maquiadora para analisar conversas e orientações fornecidas antes e depois do procedimento. O corpo passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), e os laudos de necropsia e toxicologia devem apontar a causa da parada cardiorrespiratória que levou à morte.

Os investigadores apuram se houve relação entre o uso do PMMA e o quadro apresentado pela paciente, além da possível influência de medicamentos ingeridos após o procedimento.

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