Jovem relembra ataque de tubarão em Boa Viagem: “Nasci de novo”

Marcela Vitória, 19 anos, foi atacada em água rasa na Praia de Boa Viagem em junho; primo Jonas André de Lima a resgatou após ouvir seus gritos

Por , São Paulo
(Foto: Reprodução/TV Globo)

A estudante de direito Marcela Vitória, de 19 anos, relembrou os momentos de pânico que viveu ao ser vítima de um ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, no Recife. O incidente, provocado por um animal de aproximadamente três metros de comprimento, resultou na amputação de sua perna.

Em uma entrevista emocionante à TV Globo, a jovem detalhou como o episódio aconteceu em águas rasas e revelou a força que encontrou para lutar pela vida.

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O impacto em água turva: “Foi muito rápido”

O ataque aconteceu no trecho onde as ondas quebram, uma área considerada rasa. Devido às condições do mar no momento, Marcela explicou que foi totalmente surpreendida e que a primeira sensação não foi de dor aguda, mas sim de um contato sutil.

“Foi muito, muito rápido mesmo. E quando eu olhava para baixo, não conseguia ver. Não dava para ver, a água estava bastante turva. Como eu estava no raso, estava no lugar onde as ondas quebram. Eu senti algo encostar em mim, mas não de maneira violenta, só encostar mesmo. Na hora, me assustei e coloquei a mão. Depois que coloquei a mão, tirei e senti um corte, mas não tinha visto”, relembrou a estudante.

A dimensão do predador só foi descoberta por ela mais tarde: “Quando soube que era um animal de três metros, fiquei achando que era impossível, porque não vi, eu realmente não vi”, desabafou.

A decisão de gritar e o resgate heroico no mar

Mesmo em estado de choque e diante do perigo iminente, a jovem tomou uma decisão crucial que mudou o seu destino no mar de Boa Viagem. “Na hora, pensei assim: ele me mordeu e, se ele continuar com a mordida, provavelmente vai me matar. Então, falei ‘não vou me entregar, vou gritar o máximo que puder’, e foi quando eu gritei, chamei meu primo”, relatou.

O pedido de socorro foi ouvido por seu primo, Jonas André de Lima, que não hesitou em correr em direção à água para retirá-la. Ele criticou a postura de outras pessoas que testemunharam o momento: “A maioria das pessoas estava filmando e não teve essa atitude que eu tive. Eu não podia deixar ela ficar naquele estado ali, morrer naquele local”, afirmou Jonas.

Atualmente, Marcela Vitória aguarda a chegada de uma prótese para avançar no seu processo de reabilitação física.

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