Marcelo Miranda Soares, que governou Mato Grosso do Sul em dois momentos distintos da história do estado, morreu aos 87 anos em Campo Grande, na última terça-feira (23/06).
Ele estava internado há cerca de 20 dias em um hospital particular da capital, com pneumonia, e evoluiu para falência múltipla dos órgãos. O governador Eduardo Riedel decretou luto oficial de três dias. O decreto foi publicado em sessão extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Uma trajetória ligada à fundação do estado
Nascido em 1º de dezembro de 1938 em Uberaba, Miranda se formou em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia de Uberaba. Antes mesmo da criação de Mato Grosso do Sul, participou da construção da barragem de Jupiá e atuou no Departamento de Estradas de Rodagem, onde coordenou a abertura de cerca de 4.500 quilômetros de estradas vicinais.
Ele também ocupou o cargo de superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Sua ligação com a infraestrutura do estado foi uma marca de toda a carreira.
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Da prefeitura ao Senado
Miranda chefiou a Prefeitura de Campo Grande entre 1977 e 1979. Logo depois, assumiu o governo estadual por nomeação, de 1979 a 1980, tornando-se o segundo governador da história de Mato Grosso do Sul. Entre 1983 e 1987, representou o estado no Senado Federal.
Em 1987, voltou ao Palácio Popular pelo voto direto e governou até 1991. Nesse segundo mandato, incentivou a criação de 15 municípios e implantou uma linha de transmissão de energia de aproximadamente 400 quilômetros entre Campo Grande e Corumbá.




