Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entrega à polícia no Rio

Professora compareceu à 34ª DP em Bangu nesta segunda-feira e voltou à custódia por ordem do ministro Gilmar Mendes na sexta-feira

Por Redação TMC | Atualizado em
Monique Medeiros fala ao microfone durante julgamento
(Foto: Brunno Dantas/TJRJ)

Monique Medeiros compareceu à 34ª Delegacia de Polícia em Bangu nesta segunda-feira (20/04). A professora é ré pelo homicídio do filho Henry Borel Medeiros, ocorrido em 2021. A apresentação aconteceu três dias depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, restabelecer a prisão preventiva na sexta-feira (17/04).

A professora voltou à custódia para cumprir a ordem de prisão preventiva. Ela responde pelo homicídio de Henry Borel Medeiros, que tinha 4 anos. O ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto do menino, também é réu no processo como coautor do crime.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

O ministro Gilmar Mendes determinou o retorno de Monique à prisão após entender que a revogação da prisão preventiva pela Justiça de primeira instância violou a autoridade de decisões do STF. No sábado (18/04), o ministro rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa. A juíza Elizabeth Machado Louro considerou a manobra da defesa de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio de Janeiro. Perícias apontaram que a criança faleceu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática.

Em março de 2026, a juíza Elizabeth Machado Louro suspendeu o julgamento. A magistrada determinou a soltura de Monique e remarcou a decisão para 25 de maio de 2026.

Monique Medeiros e Dr. Jairinho alegaram que Henry caiu da cama. Peritos descartaram essa hipótese. O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões.

Leia mais: Operação contra Comando Vermelho tem tiroteio e bloqueio de avenida no Rio de Janeiro

Nos embargos de declaração, os advogados de Monique alegaram omissões, contradições e obscuridades na decisão. A defesa sustentou que o juízo de primeiro grau teria competência para reavaliar a prisão preventiva.

O julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho permanece marcado para 25 de maio de 2026. A professora ficará presa preventivamente até essa data, conforme determinação do ministro Gilmar Mendes.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05