Monique Medeiros compareceu à 34ª Delegacia de Polícia em Bangu nesta segunda-feira (20/04). A professora é ré pelo homicídio do filho Henry Borel Medeiros, ocorrido em 2021. A apresentação aconteceu três dias depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, restabelecer a prisão preventiva na sexta-feira (17/04).
A professora voltou à custódia para cumprir a ordem de prisão preventiva. Ela responde pelo homicídio de Henry Borel Medeiros, que tinha 4 anos. O ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto do menino, também é réu no processo como coautor do crime.
O ministro Gilmar Mendes determinou o retorno de Monique à prisão após entender que a revogação da prisão preventiva pela Justiça de primeira instância violou a autoridade de decisões do STF. No sábado (18/04), o ministro rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa. A juíza Elizabeth Machado Louro considerou a manobra da defesa de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.
Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio de Janeiro. Perícias apontaram que a criança faleceu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática.
Em março de 2026, a juíza Elizabeth Machado Louro suspendeu o julgamento. A magistrada determinou a soltura de Monique e remarcou a decisão para 25 de maio de 2026.
Monique Medeiros e Dr. Jairinho alegaram que Henry caiu da cama. Peritos descartaram essa hipótese. O Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões.
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Nos embargos de declaração, os advogados de Monique alegaram omissões, contradições e obscuridades na decisão. A defesa sustentou que o juízo de primeiro grau teria competência para reavaliar a prisão preventiva.
O julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho permanece marcado para 25 de maio de 2026. A professora ficará presa preventivamente até essa data, conforme determinação do ministro Gilmar Mendes.




