O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta terça-feira (25/11) a execução imediata das penas dos sete condenados pela tentativa de golpe envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os mandados foram cumpridos ao longo do dia, e cada réu já teve definido o local onde começará a cumprir a pena — com direito a prisão militar, sala especial e até foragido em Miami.
Onde cada condenado vai cumprir a pena
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu pena de 27 anos e três meses e iniciou o cumprimento na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, repetindo o modelo de sala especial usado em casos anteriores.
O general Walter Braga Netto, condenado a 26 anos, foi levado para a Vila Militar, no Rio de Janeiro. Já o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, condenado a 24 anos, ficará nas instalações da Estação Rádio da Marinha, também sob custódia militar.
Militares, políticos e um foragido
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres, condenado a 24 anos, começou a cumprir pena no 19º Batalhão da PM do DF, dentro do Complexo da Papuda. Já o general Augusto Heleno, que recebeu pena de 21 anos, e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, condenado a 19 anos, foram enviados ao Comando Militar do Planalto, ambos em Brasília.
O único condenado que não foi preso é Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, sentenciado a 16 anos, um mês e 15 dias. Ele está em Miami, nos Estados Unidos, e agora é considerado foragido, com o mandado já encaminhado ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).
Cenário político ganha novo nível de tensão
A decisão de Moraes adiciona pressão ao ambiente político, já que o grupo compõe parte do núcleo mais próximo de Bolsonaro durante o período das articulações golpistas. Com todos os recursos esgotados, a execução das penas marca uma virada concreta no processo e abre espaço para novos desdobramentos jurídicos e políticos nos próximos dias.
