A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que identificou adolescentes como responsáveis pela morte do cão comunitário Orelha e pela agressão ao cachorro Caramelo na Praia Brava, em Florianópolis. É importante ressaltar que nos dois casos a polícia atribui o crime a adolescentes, mas ainda não divulgou quantos e quais participaram em cada um dos crimes.
O governo estadual confirmou nesta terça-feira (03/02) que divulgará os resultados completos da investigação ainda hoje, apontando os responsáveis pelos maus-tratos aos animais. As identidades dos adolescentes envolvidos permanecem em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso ocorreu em 4 de janeiro deste ano, quando Orelha foi encontrado gravemente ferido após ser atingido na cabeça com um objeto contundente, segundo o laudo pericial.
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Durante o processo investigativo, a polícia analisou aproximadamente mil horas de gravações de câmeras de segurança instaladas na região. Inicialmente, quatro adolescentes eram investigados pelo crime, mas na sexta-feira (30/01), um deles foi excluído da lista de suspeitos após o inquérito determinar que não tinha participação nos maus-tratos.
Além dos menores de idade, três adultos foram indiciados por coação de testemunha durante as investigações. Dois pais e um tio dos adolescentes suspeitos teriam intimidado um vigilante de condomínio que possuía uma fotografia potencialmente esclarecedora para o caso. Um dos desafios enfrentados pelos investigadores foi a ausência de imagens do momento exato da agressão ao animal. As autoridades não esclareceram a motivação dos adolescentes para o ato de violência contra o cão.
Orelha vivia pacificamente na comunidade há cerca de uma década e era considerado um dos três mascotes da Praia Brava, localizada na região Norte da Ilha de Santa Catarina. Os moradores se revezavam nos cuidados com ele e os outros dois cães da região, que inclusive possuem casinhas próprias no bairro.
A médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava o animal, descreveu Orelha como “sinônimo de alegria” e parte frequente de sua rotina. “Cada vez que alguém falava com ele em tom mais fino ou fazia menção de fazer carinho, ele abaixava as orelhas, abanava o rabo e ia se deitando até ganhar carinho na barriga”, relatou.
Apesar de ter sido socorrido e levado a um veterinário após a agressão, o animal não resistiu aos ferimentos. Uma das pessoas que o socorreu relatou: “Estava agonizando, a gente o recolheu, levou para o veterinário. Mas tinha sido completamente massacrado, né? Uma crueldade sem tamanho”.
O governo estadual deve publicar o resultado completo das investigações ainda hoje, detalhando os próximos passos do processo legal contra os responsáveis identificados.
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