Mais um adolescente suspeito de envolvimento na morte do cão Orelha foi ouvido neste sábado (31/01). Após o depoimento, A Polícia Civil de Santa Catarina informou que, até o momento, não encontrou evidências que comprovem a hipótese de que o crime tenha sido motivado por desafios de redes sociais.
A Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei de Florianópolis é responsável pelo caso e as investigações ainda estão em andamento. Quatro jovens estão sob investigação pelo caso. Um dos adolescentes suspeitos ainda não prestou depoimento às autoridades. A motivação exata para os maus-tratos ao animal continua sendo investigada pela polícia.
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As autoridades apuram ainda possíveis atos análogos à depredação de patrimônio e crimes contra a honra de profissionais que atuam na região da Praia Brava, local onde ocorreram os atos de violência contra os animais.
O delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, afirmou que o objetivo atual da investigação é “a individualização das condutas de cada um dos quatro jovens envolvidos.”
Por envolver suspeitos com idade entre 12 e 18 anos incompletos, o caso é regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e não pelo Código Penal comum. Após a conclusão das investigações, caso as autorias sejam confirmadas, o relatório final será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei.
A legislação brasileira estabelece que, em casos como este, a medida socioeducativa de internação tem duração máxima de três anos.
O cão Orelha foi submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos sofridos durante uma sessão de tortura em Florianópolis. Além de Orelha, os adolescentes teriam tentado afogar um segundo cachorro, identificado como Caramelo, que conseguiu escapar.
