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PIB cresce 2,3% em 2025 e alcança R$ 12,7 trilhões

O PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com alta real de 1,9% frente ao ano anterior

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica Otimismo internacional e baixa do dólar motivam redução nas taxas do Tesouro Direto (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 2,3% em 2025 na comparação com 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (03/03) pelo IBGE. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 12,7 trilhões no ano. O PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com alta real de 1,9% frente ao ano anterior.

O resultado foi impulsionado pelo crescimento de 2,4% do Valor Adicionado a preços básicos e de 1,7% no volume dos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Entre os setores, a Agropecuária registrou a maior expansão (11,7%), seguida por Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%).

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Agropecuária lidera crescimento

A Agropecuária teve desempenho expressivo, impulsionada principalmente pela agricultura. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), culturas como milho (23,6%) e soja (14,6%) alcançaram produções recordes na série histórica. A pecuária também contribuiu positivamente para o resultado do setor.

Indústria avança com apoio das extrativas

Na Indústria, o destaque foi o crescimento de 8,6% nas Indústrias Extrativas, puxado pela maior produção de petróleo e gás. A Construção avançou 0,5%, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 0,4%. As Indústrias de Transformação registraram leve queda de 0,2%, influenciadas por retrações em derivados de petróleo, produtos de metal e bebidas.

Serviços mantêm trajetória positiva

Todas as atividades de Serviços apresentaram crescimento em 2025. Informação e comunicação liderou com alta de 6,5%, seguida por Atividades financeiras (2,9%), Transporte (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%) e Atividades imobiliárias (2,0%). Comércio cresceu 1,1% e Administração pública avançou 0,5%.

Consumo cresce, mas investimento recua no fim do ano

Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 2,9% no acumulado do ano, impulsionada pela importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software. O Consumo das Famílias avançou 1,3%, sustentado pelo mercado de trabalho, expansão do crédito e programas de transferência de renda, embora em ritmo menor que em 2024. O Consumo do Governo cresceu 2,1%.

No quarto trimestre, o PIB apresentou estabilidade (0,1%) frente ao terceiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Houve avanço em Serviços (0,8%) e Agropecuária (0,5%), enquanto a Indústria recuou 0,7%. Na comparação com o mesmo período de 2024, o crescimento foi de 1,8%, marcando o vigésimo resultado positivo consecutivo nessa base de comparação.

Setor externo e taxas macroeconômicas

Em 2025, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 6,2%, enquanto as Importações avançaram 4,5%. No quarto trimestre, as exportações tiveram alta de 14,2% frente ao mesmo período de 2024.

A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente abaixo dos 16,9% registrados em 2024. Já a taxa de poupança subiu para 14,4%, ante 14,1% no ano anterior.

Do total de R$ 12,7 trilhões do PIB em 2025, R$ 11,0 trilhões correspondem ao Valor Adicionado e R$ 1,8 trilhão a impostos líquidos de subsídios. Entre os componentes da despesa, o Consumo das Famílias somou R$ 8,1 trilhões, o Consumo do Governo R$ 2,4 trilhões e a Formação Bruta de Capital Fixo R$ 2,1 trilhões. A balança de bens e serviços fechou o ano com superávit de R$ 44,6 bilhões.

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