PMs algemam mulher e a colocam em porta-malas de viatura após discussão trabalhista na Paulista

Auxiliar administrativa Jussara Bonfim Silva foi contida por policiais militares na sexta-feira após danificar porta de vidro em escritório no número 1776 da avenida, na Bela Vista

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Ediane Maria via X)

Policiais militares algemaram e colocaram no porta-malas de uma viatura a auxiliar administrativa Jussara Bonfim Silva na sexta-feira (10/04). A abordagem aconteceu após uma discussão sobre rescisão trabalhista em um escritório no número 1776 da Avenida Paulista, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo. A filha de Jussara presenciou toda a ação policial.

Jussara foi ao escritório tratar de questões relacionadas ao encerramento de seu contrato de trabalho. Ela se desentendeu com funcionárias do estabelecimento por discordar dos valores apresentados na rescisão.

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Durante a discussão, Jussara chutou e danificou uma porta de vidro do escritório, conforme registrado no boletim de ocorrência. Uma representante da empresa relatou à polícia ter sido ameaçada. A funcionária afirmou que Jussara disse que “daria uma facada no bucho”. A própria Jussara admitiu ter chutado a porta. Ela negou ter feito ameaças.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 16h para atender a ocorrência de dano e ameaça. Os agentes chegaram ao local e encontraram Jussara ainda no escritório.

Segundo a PM, Jussara resistiu a deixar o estabelecimento. Os policiais usaram algemas para contê-la. As algemas foram retiradas depois que ela se acalmou, já dentro da viatura.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os policiais algemando Jussara e a colocando no porta-malas da viatura. A cena ocorreu em frente à filha dela. O vídeo registra gritos e tensão durante a abordagem.

A ocorrência foi registrada no 78º Distrito Policial, nos Jardins, como dano e ameaça. A Polícia Civil informou que há indícios do crime de dano. Esse tipo de crime depende de queixa-crime para prosseguimento.

A funcionária que relatou ter sido ameaçada informou que não pretende representar criminalmente pelo caso por enquanto. Ela foi orientada sobre o prazo de seis meses para apresentar representação criminal, caso mude de decisão.

Procurada pela reportagem da TMC, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) afirmou, em nota, que “lamenta a ocorrência na Avenida Paulista, e reforça que toda ação policial deve observar rigorosamente os protocolos operacionais e o respeito aos direitos dos cidadãos”.

Ainda de acordo com a nota, “foi necessário o uso de força e algemamento de uma das envolvidas para que a situação fosse controlada momentaneamente. O caso é acompanhado pela Polícia Militar, que não admite desvios de conduta e destaca que eventuais irregularidades serão responsabilizadas com rigor, nas esferas administrativa e criminal, sempre com respeito ao devido processo legal e transparência”.

Veja o vídeo:

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