Mulher de 37 anos que fingiu ter 12 já tinha aplicado golpe parecido em outro estado

O caso aconteceu em 2023 e envolveu duas moradoras de Nova Iguaçu que chegaram a acolher a mulher acreditando que ela era uma jovem com autismo

Por Leonardo Rezende | Atualizado em
Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina
Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina

Uma mulher de 37 anos presa em Santa Catarina nesta semana por se passar por uma adolescente de 12 anos já havia aplicado um golpe semelhante no Rio de Janeiro.

O caso aconteceu em 2023 e envolveu duas moradoras de Nova Iguaçu que chegaram a acolher Amanda Maria, hoje com 37 anos, acreditando que ela era uma jovem com autismo que havia fugido de uma rotina de abusos no Ceará.

A história sensibilizou as amigas Viviane Henriques e Renata Magalhães, que atuam em ações sociais voltadas ao acolhimento de pessoas vulneráveis.

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Com a repercussão da prisão de Amanda Maria, Viviane Henriques e Renata Magalhães voltaram às redes sociais para relembrar o caso vivido por elas no Rio de Janeiro.

Outro detalhe que chamou atenção foi o fato de Amanda apresentar centenas de agulhas espalhadas pelo corpo. As mulheres chegaram a levá-la para realizar exames, e um raio-X teria identificado mais de 200 agulhas.

Segundo ela, os objetos teriam sido colocados pelo pai durante supostos rituais. O relato aumentou ainda mais a comoção das vítimas, que acreditavam estar diante de uma criança vítima de extrema violência.

A desconfiança surgiu quando Amanda passou a apresentar comportamentos diferentes dependendo da pessoa com quem estava.

A farsa começou a ser descoberta quando uma parente da família desconfiou da história e encontrou, na internet, informações sobre um caso semelhante ocorrido no Rio de Janeiro.

Após a troca de informações entre as polícias dos estados, os investigadores confirmaram que se tratava da mesma mulher. Presa em flagrante por falsa identidade e estelionato, Amanda confessou que mentia e admitiu saber que sua conduta era errada.

A Justiça converteu a prisão em preventiva, e ela permanece detida em Joinville enquanto aguarda a realização de um exame pericial para avaliar sua condição psicológica.

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