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Operação prende delegada suspeita de envolvimento com PCC em São Paulo

A Operação Serpens foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (16/01)

Por Ely Grion | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Reprodução/MPSP)

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo e o GAECO do Estado do Pará deflagraram na manhã desta sexta-feira (16/01) a Operação Serpens, que apura o envolvimento de uma delegada de Polícia, recém-empossada, com a organização criminosa PCC.

Layla Lima Ayub ainda estava em período de formação na Academia de Polícia, não atuando na função. “Essa ação mostra que a gente não hesita em cortar na própria carne. Assim que a nossa corregedoria identificou que tinha coisa errada, foi feita uma investigação que resultou no pedido de prisão à Justiça, em parceria com o Ministério Público”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

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Nico ainda destacou que “Temos mecanismos rígidos de controle para impedir que pessoas que atuam na ilegalidade integrem nossas forças de segurança”.

De acordo com as investigações, a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa, inclusive exercendo irregularmente o cargo de advogada, em audiência de custódia, para presos integrantes de organizações criminosas, após ter tomado posse no cargo de delegada de polícia.

“Essa é uma das provas robustas que já produzem efeito contra ela”, afirmou o delegado João Batista Palma Beolchi, corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo durante coletiva de imprensa sobre o caso.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e de Marabá (PA), expedidos pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da Capital e dois mandados de prisão temporária, o da delegada e de um integrante da facção criminosa PCC.

“Não há nenhum indicativo de que a organização criminosa tenha financiado ou atuado desde a formação dela”, informou Carlos Gaya, promotor do Gaeco. “A hipótese é que ela tenha sido cooptada no curso do contato dela com lideranças da organização em presídios no Pará. Isso se aprofundou a partir de um relacionamento amoroso com uma dessas lideranças.”

Leia Mais: Saiba quem é a delegada presa suspeita de advogar para o PCC

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