Um homem de 37 anos está internado sob protocolo de biossegurança no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com suspeita de Ebola. Ele apresentou febre após retornar da República Democrática do Congo (RDC) há cerca de 10 dias. O prazo que se enquadra no período de incubação da doença.
O caso é investigado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Até o momento, nenhum exame confirmou a infecção pelo vírus. O paciente também foi testado para outras doenças, incluindo malária.
Análise laboratorial
As amostras coletadas serão encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para investigação laboratorial. A secretaria informou que o protocolo adotado inclui medidas de vigilância, definição de caso, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial no estado.
Na semana anterior à internação, a pasta já havia atualizado um documento interno sobre o surto em curso na RDC, reforçando os procedimentos para situações como essa.
Risco baixo no Brasil
Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Um dos fatores citados é a ausência de voos diretos entre a região afetada e o continente sul-americano.
O Instituto Emílio Ribas já havia recebido três casos suspeitos de Ebola em 2014. Todos foram descartados após análise.
Surto de Ebola
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (29\05) que havia 906 casos suspeitos de Ebola na República Democrática do Congo, incluindo 223 mortes suspeitas. Um surto da cepa Bundibugyo do Ebola está em andamento no País, com casos também relatados em Uganda.
Houve 125 casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo, incluindo 17 mortes confirmadas em Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. Também houve sete casos confirmados de Ebola em Uganda, três dos quais foram importados da República Democrática do Congo, e uma morte. No entanto, não foi registrada nenhuma transmissão comunitária, informou a OMS.
O surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo provavelmente começou há dois meses, informou a Organização Mundial da Saúde no início de maio.




