A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que controla preços de remédios, estabeleceu o teto do Ozivy, a primeira semaglutida fabricada no Brasil. O limite será igual ao do Ozempic, produto da dinamarquesa Novo Nordisk que domina o mercado.
O valor máximo ao consumidor para as canetas de 1,5 ml ficou em R$ 1.077,79, sem incluir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com o tributo estadual, o preço varia: em São Paulo, onde a alíquota é de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37. Em Alagoas, com alíquota de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60.
EMS promete preço menor
A EMS, laboratório nacional responsável pelo Ozivy, afirmou que pretende praticar preços 30% abaixo da concorrência estrangeira. Com base nessa promessa, o produto deve chegar às farmácias por volta de R$ 630 nas dosagens menores, bem abaixo das canetas de menor dosagem do Ozempic, encontradas atualmente por cerca de R$ 900.
A empresa ainda não divulgou o valor exato de mercado nem a data de início das vendas. Segundo a EMS, essas informações serão apresentadas na próxima semana.
Cálculo do preço
A CMED enquadrou o Ozivy na categoria 4, destinada a novas apresentações de medicamentos que já existem no mercado. Por isso, o teto foi definido com base em comparação direta com o Ozempic e o Wegovy, ambos da Novo Nordisk.
A Anvisa autorizou a EMS a produzir quatro apresentações do Ozivy. Para as canetas de 3 ml, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72.
A aprovação do Ozivy ocorreu nesta semana e marcou a primeira liberação de uma semaglutida de origem nacional pela Anvisa. Até o início do ano, o órgão tinha 17 pedidos de registro de medicamentos à base dessa substância em análise.
Diante da chegada do produto nacional, a Novo Nordisk vem sinalizando mudanças na sua política de preços. A empresa também passou a oferecer entrada gratuita na compra de duas unidades do Ozempic, segundo informações apuradas pelo g1.




