A Polícia Federal realizou buscas e apreensões nas residências de Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana nesta quarta-feira (04/03). Os dois funcionários concursados do Banco Central são investigados por suposto envolvimento nas fraudes do Banco Master. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o impedimento de ambos de exercerem funções no BC.
A operação incluiu os servidores na nova fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As investigações apuram a participação dos funcionários nas irregularidades praticadas pela instituição financeira.
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Neves de Souza assinou a autorização para a compra do Banco Máxima por Vorcaro durante sua gestão na diretoria de fiscalização. O ex-banqueiro posteriormente rebatizou a instituição como Banco Master. O Banco Central abriu investigação interna para apurar detalhes dos eventos anteriores e posteriores à liquidação da instituição.
Neves de Souza ocupou a diretoria de fiscalização do BC durante o período em que Roberto Campos Neto presidia a instituição. Em janeiro deste ano, os dois servidores foram obrigados a pedir afastamento de seus cargos de chefia em departamentos de supervisão bancária.
Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, já havia determinado o afastamento administrativo dos funcionários antes da decisão judicial. A determinação de Mendonça substitui o afastamento administrativo anterior.
Neves de Souza é economista formado pela PUC-SP. Possui MBA em risco pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), da USP. Trabalha no Banco Central desde 1998.
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Ocupou os cargos de supervisor, gerente técnico e chefe de divisão do Departamento de Supervisão Bancária. Também foi chefe de departamento da Degef (Departamento de Gestão Estratégica, Integração e Suporte da Fiscalização) e do Difis (Diretoria de Fiscalização).
Santana era considerado candidato natural para substituir Ailton de Aquino Santos na diretoria de fiscalização. A possibilidade foi descartada com as suspeitas de envolvimento no caso Master.
A investigação da Polícia Federal prossegue para apurar a extensão do envolvimento dos servidores nas irregularidades do Banco Master. Os dois permanecem impedidos de exercer funções no BC por determinação judicial.
