A Polícia Federal abriu inquérito para investigar denúncias sobre influenciadores digitais que teriam sido contratados para criticar o Banco Central após a liquidação extrajudicial do Banco Master.
A investigação foi autorizada nesta quarta-feira (28/01) pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. O caso envolve possível ação coordenada em defesa da instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Siga a TMC no WhatsApp e fique por dentro das últimas notícias do Brasil e no mundo
O inquérito foi instaurado depois que a PF realizou análise preliminar de postagens nas redes sociais, identificando possíveis crimes relacionados ao caso. Toffoli, relator do processo no STF, concedeu autorização para o prosseguimento das investigações.
A liquidação do Banco Master pelo BC aconteceu em novembro de 2025, quando a Polícia Federal realizou operação contra Vorcaro e outros diretores da instituição por suspeitas de fraudes financeiras. A Justiça iniciou esta semana a tomada de depoimentos dos investigados no processo.
O caso ganhou notoriedade quando produtores de conteúdo de direita, como Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, divulgaram que receberam propostas para publicar conteúdos favoráveis ao Banco Master em suas plataformas digitais. Segundo eles, o objetivo seria difundir a mensagem de que a liquidação do banco teria sido “precipitada”.
As autoridades também buscam apurar se houve ação orquestrada contra o Banco Central após a liquidação do Banco Master. Um dos influenciadores revelou que o cachê oferecido seria de R$ 7,8 mil pelo post inicial com críticas ao BC.
O caso Master se desenvolve em múltiplas frentes investigativas. Além da apuração sobre os influenciadores, a PF conduz inquérito sobre a compra do banco pelo BRB, com depoimentos já em andamento.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre quem teria contratado os influenciadores ou se a ação partiu diretamente do Banco Master. A instituição de Vorcaro afirmou anteriormente não possuir informações sobre as propostas relatadas pelos influenciadores.
