O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, que foi atingido por disparos enquanto aguardava em um semáforo na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, é investigado pela morte de um jovem de 22 anos, de acordo com o UOL.
Em 7 de janeiro, durante uma operação em Suzano, João Francisco Silva de Sousa foi morto com quatro tiros. Segundo o laudo necroscópico, ele morreu por hemorragia interna. Os disparos perfuraram o tórax e causaram lesões no pulmão, no coração, no fígado e no intestino.
Disparos e versões em conflito
O inquérito policial militar apurou que o tenente Ronickson efetuou dois disparos durante a operação. O cabo Edson Andrade Valério também atirou duas vezes. A câmera corporal do tenente registrou parte da ação, mas, conforme o próprio inquérito, as imagens não permitem confirmar se João chegou a atirar contra os policiais.
A operação investigava uma denúncia anônima sobre armazenamento de drogas em Itaquaquecetuba. No imóvel em Suzano, foram encontrados 166 tijolos de maconha, segundo o inquérito.
A conclusão da Polícia Militar foi de que os agentes agiram em legítima defesa. O Ministério Público Militar discordou. O órgão defendeu que o caso fosse julgado pelo Tribunal do Júri — instância da Justiça comum responsável por crimes dolosos contra a vida.
Falhas apontadas pelo MP
Em 6 de abril, a Justiça Militar enviou o processo para a Justiça comum. Antes disso, o promotor Alexandre Acerbi já havia apontado problemas na condução da investigação. Segundo ele, faltavam laudos de confronto balístico e depoimentos formais dos policiais envolvidos. O MP pediu novas diligências para suprir essas lacunas.
A identidade dos dois homens que efetuaram o atentado contra o tenente no sábado não foi divulgada. A motivação do ataque também não foi confirmada pelas autoridades.




