A Secretária de Turismo do Rio, Dani Maia, chamou atenção nas redes sociais ao repercutir a notícia de uma novidade no cenário turístico da cidade. A publicação mostra uma visita guiada pelo Cemitério do Caju, na zona norte do Rio, voltada para crianças. A secretária explica que “dar visibilidade a esse tipo de supostamente “turismo” é uma das coisas mais horríveis que já vi na minha vida!”, e afirma que vai fazer uma denúncia sobre o Necroturismo infantil ao juizado da infância e juventude e o Cemitério do Caju.
A visita é organizada pela Necrotour RJ, especializada em visitas guiadas pelos cemitérios do Rio. Segundo a empresa, o objetivo da novidade é ensinar para as crianças a história por trás de túmulos emblemáticos. Eles explicam que a visita é totalmente gratuita e busca ser leve e interativa, feita para mostrar para as crianças a memória e o patrimônio da cidade.
A professora e acadêmica Cláudia Costin, explica a importância educativa desse tipo de visita: “é a partir dos cemitérios que a gente compreende ainda mais a relação entre cotidiano e história, entender que pessoas nos precederam e que seremos sucedidos por novas gerações, entender que essas pessoas deixam legados e que nós temos que encontrar sentido na vida e deixar o nosso legado”.
Ela também relembra que esse tipo de visita é realizada em várias cidades do mundo, com destaque para túmulos de personagens históricos. Samantha Lobo, a educadora responsável pelo passeio tira uma das principais dúvidas dos adultos:
“Os adultos sempre perguntam, mas como você lida com temas mais delicados, como, por exemplo, morte e religião? Eu posso dizer, pela minha experiência, que a questão da religião é algo que raríssimas vezes aparece. A questão da morte, a criança está muito mais preocupada com as questões ligadas ao corpo do que a alma na questão da morte”, afirma a educadora.
Ela explica que o cemitério é um grande contador de histórias, através das personalidades que estão ali e da arquitetura do local.
A publicação de Dani Maia gerou polêmica nas redes sociais entre pessoas que não concordam com esse tipo de passeio e quem vê e entende a importância cultural. Entramos em contato com a secretária, já que a postagem foi feita em suas redes pessoais, e até o momento de fechamento não tivemos resposta.




