Quem é Victor Shimada, empresário procurado pela PF por elo com PCC

O OFAC sancionou Victor Shimada e sua empresa por movimentar US$ 30 milhões para o PCC; ele já havia sido denunciado pelo MP-SP no caso Corinthians-VaideBet

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Quem é Victor Shimada, empresário procurado pela PF e suspeito de elo com o PCC
Reprodução redes sociais

Apontado como um dos principais operadores financeiros investigados por autoridades brasileiras e norte-americanas, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada passou a ocupar o centro de uma ampla investigação sobre um suposto esquema internacional de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Nesta sexta-feira (3/06), ele se tornou um dos alvos da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal, mas segue foragido.

O nome de Shimada ganhou repercussão nacional dias após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciar sanções contra ele, sob a acusação de atuar como um elo entre integrantes do PCC que operavam na Flórida e traficantes internacionais. Segundo as autoridades americanas, o empresário teria participado da lavagem de mais de US$ 30 milhões obtidos com o tráfico de drogas em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando principalmente criptomoedas para enviar os recursos de volta ao Brasil.

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Embora seja tratado como um operador financeiro da organização criminosa, investigadores afirmam que Shimada não aparece na estrutura hierárquica do PCC. A suspeita é de que ele prestasse serviços especializados para ocultar a origem de recursos provenientes do tráfico internacional, movimentando grandes quantias por meio de empresas, contas bancárias e ativos digitais.

Relação com o caso VaideBet e o Corinthians

Além da investigação envolvendo lavagem de dinheiro, Victor Shimada também aparece em outro caso de grande repercussão. Ele é réu no processo que investiga supostas irregularidades no contrato de patrocínio firmado entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet.

As investigações apontam que empresas ligadas ao empresário realizaram movimentações financeiras que chamaram a atenção das autoridades. Segundo o Ministério Público de São Paulo, uma empresa de intermediação esportiva suspeita de ligação com operadores do PCC recebeu mais de R$ 1 milhão proveniente de pagamentos relacionados ao contrato do clube paulista. Shimada nega irregularidades e, por meio de sua defesa em processos anteriores, contestou as acusações.

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Condenação anterior por fraude bancária

Antes mesmo das investigações atuais, o empresário já havia sido condenado em primeira instância por furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em um processo envolvendo o Banco Votorantim.

Na ação, o banco acusou Shimada de participar do desvio de aproximadamente R$ 35 milhões por meio de milhares de transferências via Pix realizadas para contas de empresas sob seu controle. A condenação foi fixada em cinco anos de prisão em regime semiaberto, mas a decisão ainda era alvo de recurso. O empresário sempre negou ter praticado os crimes e alegou ter sido vítima das operações investigadas.

Procurado pela Polícia Federal

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal incluiu Shimada entre os principais alvos da Operação Exchange, que busca desarticular uma organização suspeita de movimentar bilhões de reais oriundos do tráfico internacional de drogas.

Até a última atualização divulgada pela corporação, ele não havia sido localizado e era considerado foragido. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelos Estados Unidos como colaboradora próxima e secretária de Shimada. Segundo o governo americano, ela auxiliava na coleta e movimentação de grandes quantias em dinheiro dentro do esquema investigado.

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O que investiga a Operação Exchange

A Operação Exchange foi deflagrada pela Polícia Federal para desmontar uma sofisticada estrutura de lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, utilizava diversos mecanismos para ocultar a origem de recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.

Mais de 50 agentes cumpriram 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões.

De acordo com a PF, a organização utilizava transferências em criptomoedas, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e movimentações entre pessoas físicas e jurídicas para disfarçar a origem dos recursos. A análise preliminar identificou movimentações superiores a R$ 10 bilhões, embora a corporação ainda não tenha detalhado individualmente a participação de cada investigado.

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