Tenente-coronel da PM é preso por feminicídio de esposa policial militar em SP

Geraldo Leite Rosa Neto foi detido em casa após laudos periciais descartarem suicídio de Gisele Alves Santana, morta com tiro na cabeça em fevereiro

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Reprodução/Instagram)

A Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado por feminicídio e fraude processual. Ele é acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro.

A prisão aconteceu nesta quarta-feira (18/03), na residência do oficial, localizada na rua Roma, no Jardim Paulista, região central de São José dos Campos, interior de São Paulo.

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Agentes da Polícia Civil e da corregedoria da Polícia Militar chegaram ao apartamento por volta das 8h12. O tenente-coronel foi localizado e detido no imóvel. Ele será conduzido ao 8º Distrito Policial, na capital paulista, para interrogatório e indiciamento formal.

Após os procedimentos no distrito policial, Geraldo Leite Rosa Neto passará por exames de corpo de delito. Depois será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, também na capital. A polícia espera concluir o Inquérito Policial Militar nos próximos dias.

Defesa do tenente-coronel

O advogado Eugênio Malavasi afirmou que ainda está tentando entender o motivo da prisão ter partido da Justiça Militar. “Entendo que se houve imputação de feminicídio no âmbito privado nada diz respeito a atividade de policiais militares tanto do acusado quanto da vítima. Razão pela qual que a competência é da justiça comum, por isso reputo ser essa a prisão ser ilegal”, disse.

Laudos periciais motivaram prisão

A Justiça decretou a prisão na terça-feira (17/03), após solicitação com aval do Ministério Público de São Paulo. A Corregedoria da PM também requereu a detenção do oficial. A Justiça Militar acolheu o pedido.

A Polícia Técnico-Científica anexou laudos relacionados ao caso ao processo. Dois indícios presentes nos documentos foram determinantes para o delegado solicitar a prisão: a trajetória da bala que atingiu a cabeça da vítima e a profundidade dos ferimentos encontrados.

O delegado concluiu que Gisele Alves Santana não se suicidou. Os documentos confirmaram que a policial não estava grávida e não foi dopada. Os laudos revelaram que havia mais manchas de sangue da soldado espalhadas por outros cômodos do apartamento onde ela morreu.

Mensagens indicavam relacionamento abusivo

Mensagens enviadas pela policial a uma amiga, divulgadas pela defesa da família, indicam que Gisele enfrentava problemas no relacionamento. Em um dos trechos, ela afirma: “Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata”.

A mãe da vítima afirmou em depoimento que a filha vivia um relacionamento abusivo. Segundo ela, o oficial era controlador e violento.

Laudos da perícia apontaram lesões no rosto e no pescoço da policial. Os exames indicaram que o disparo foi feito à queima-roupa. Não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos de Gisele. Esse dado levanta dúvidas sobre a hipótese de suicídio, inicialmente como o caso foi investigado.

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