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Tesouro rejeita garantia do governo e trava empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios

Governo diz que aceita juros menores e devolve proposta para bancos renegociarem condições do crédito de R$ 20 bilhões

Por Redação TMC | Atualizado em
Imagem mostra a traseira de duas vans de entrega dos Correios, ambas na cor amarela característica, em uma área de depósito ou doca de carregamento com uma parede de metal perfurada ao fundo.
Câmera Fotográfica Bandidos enviavam droga pelos Correios, em Sumaré, diz PF. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Tesouro Nacional rejeitou, nesta terça-feira (03/12), a proposta do consórcio de bancos para conceder um empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios, após considerar a taxa ofertada — 136% do CDI — completamente fora da realidade para um crédito com garantia do governo. A Fazenda informou que aceita pagar até 120% do CDI, o que obrigou a estatal a apresentar uma contraproposta imediata.

Crise pesada e pressa por acordo

Agora, os Correios aguardam se os bancos topam os novos termos do Tesouro, enquanto o governo reforça que o empréstimo “não tem risco”, já que está totalmente garantido. A operação é vista como essencial para o plano de reestruturação da empresa, que vive um período de turbulência financeira.

Os números explicam o clima de urgência: a estatal projeta um prejuízo recorde ao fim deste ano, pior que o já negativo resultado do ano passado. Um comunicado interno antecipou que o buraco pode chegar a R$ 10 bilhões em 2025, superando em R$ 7 bilhões o balanço de 2024.

Com esse rombo, a alta cúpula da empresa aposta no empréstimo como combustível para as mudanças estruturais que pretende implementar. Agora, tudo depende da reação dos bancos — e de quanto eles estão dispostos a baixar os juros.

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