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Vazamento em tubulação alaga 40 cabines do MSC Seaview e causa pânico

Água chegou à altura da canela em corredores e quartos durante navegação entre Maceió e Salvador, gerando problemas elétricos e evacuação apressada no navio

Um vazamento de água atingiu mais de 40 cabines do navio MSC Seaview enquanto navegava entre Maceió (AL) e Salvador (BA) na segunda-feira (12/01). O incidente ocorreu por volta das 7h30, quando camareiros bateram às portas dos passageiros gritando “fogo” em inglês (“fire”), provocando evacuação apressada enquanto a água invadia corredores e quartos da embarcação.

O problema aconteceu quando o navio já estava em alto-mar, após ter partido de Búzios no fim da tarde do dia anterior. A água chegou a atingir a altura da canela dos passageiros em alguns locais, inclusive em andares superiores do navio.

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A MSC Cruzeiros informou que o alagamento foi causado por um vazamento em uma tubulação do sistema de segurança contra incêndios. De acordo com informações que circularam a bordo, o problema teria sido provocado pelo rompimento de um cano de água pressurizada.

O economista Marcelo Andrade Bezerra Barros, 50, que viajava com familiares, relatou o momento de tensão. “Nós já estávamos em alto mar, no décimo andar, quando o camareiro bateu na porta gritando ‘fire, fire’. Nesse momento, a água começou a entrar na cabine; pensamos na hora que o navio estava afundando”, afirmou Barros para o UOL.

Durante a confusão, a sogra de Barros, que é cadeirante e tem problema no joelho, caiu no corredor. Crianças, idosos e pessoas com deficiência também circulavam pelo local durante o tumulto.

“Ao mesmo tempo em que diziam que era incêndio, a água já entrava na cabine e o corredor estava completamente alagado“, declarou o economista.

Problemas elétricos e falta de acomodação

O vazamento também causou problemas na rede elétrica do navio. “Houve curto-circuito por conta da água que não parava de cair, o corredor apagou, várias cabines ficaram sem luz e havia um cheiro forte de queimado”, disse Barros.

A situação foi agravada pela falta de acomodações para todos os afetados. “Muitas pessoas ficaram sem cabine porque o navio não tinha quartos disponíveis. Algumas foram levadas para um bar no oitavo andar e, mais tarde, tiveram de voltar para cabines ainda molhadas”, relatou um dos passageiros.

Posicionamento da empresa e fiscalização

A MSC Cruzeiros afirmou que o problema “foi rapidamente solucionado pelas equipes técnicas e não representou risco à segurança dos passageiros”. A empresa informou que as áreas atingidas estão passando por limpeza profunda e que os hóspedes foram prontamente assistidos.

A Capitania dos Portos em Salvador foi notificada sobre o incidente. Uma equipe deverá realizar uma vistoria geral quando a embarcação chegar a Maceió, por volta das 11h30. Não houve tempo para inspeção imediata porque o navio tinha horário programado para sair do porto de Salvador.

“Nada foi feito para amenizar o nosso temor”, afirmou Barros. Outro passageiro comentou: “Um cano estourar pode acontecer. O mais grave foi o despreparo, a demora, a falta de informação e a forma como fomos tratados”.

Detalhes da embarcação e da viagem

O MSC Seaview possui 153.516 toneladas de arqueação bruta, 323 metros de comprimento, 41 metros de largura e 74,8 metros de altura. O navio tem 2.026 cabines e capacidade para transportar até 5.079 passageiros, atendidos por uma tripulação de 1.413 pessoas. Sua velocidade máxima é de 22,98 nós.

O cruzeiro teve início em 7 de janeiro, com embarque em Maceió. O roteiro previa paradas em Santos, Búzios e Salvador, antes do retorno ao porto de origem em Alagoas. “Nós tínhamos saído de Búzios por volta de cinco e meia da tarde, e o fato aconteceu na manhã do dia 12. Já estávamos navegando”, explicou Barros.

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