Fabiano Zettel movimentou R$ 190 milhões de fundo investigado

Documentos apresentados à CPI demonstraram as movimentações do cunhado de Daniel Vorcaro

Por Redação TMC | Atualizado em
O empresário e pastor Fabiano Zettel está de braços cruzados sentado num sofá
O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (Foto: Moriah Asset/Divulgação)

Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, movimentou R$ 190 milhões provenientes de um fundo de investimento sob investigação por lavagem de dinheiro. Documentos apresentados à CPI do Crime Organizado revelam a operação financeira. Zettel e Vorcaro estão presos desde o início de março. A Polícia Federal investiga o esquema que envolve empresas e fundos ligados ao grupo.

Os registros fiscais mostram que o patrimônio declarado de Zettel saltou de R$ 67 milhões em 2021 para mais de R$ 200 milhões em 2024. O valor em “itens de luxo”, como joias e relógios, subiu de R$ 8,5 milhões para quase R$ 51 milhões no mesmo período.

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As declarações à Receita Federal indicam que Zettel recebeu mais de R$ 190 milhões em lucros e dividendos entre 2023 e 2024. Os valores têm origem no Fundo de Investimento em Participações Kairós, administrado pela Reag, gestora vinculada ao Banco Master.

A Polícia Federal identifica Zettel como operador financeiro da organização criminosa comandada por Vorcaro. Ele monitorava os fluxos de pagamento e executava as estratégias do grupo para movimentar recursos obtidos por meio de fraudes. A CPI do Crime Organizado analisa as quebras de sigilo fiscal e bancário do investigado.

A investigação policial apura o trajeto dos recursos financeiros. Um dos focos é a conexão entre o Fundo Kairós e a Super Empreendimentos, empresa sob suspeita de crimes financeiros. Zettel foi diretor da Super Empreendimentos de 2021 a 2024.

O ministro André Mendonça, ao autorizar a fase mais recente da Operação Compliance Zero no início de março, citou a Super Empreendimentos como uma das empresas destinadas à prática dos mais variados ilícitos.

A decisão judicial aponta que a empresa era utilizada para formalizar contratos fictícios de consultoria destinados a justificar pagamentos ilícitos. A estrutura societária servia como intermediária para movimentação de recursos.

O ministro determinou a suspensão das atividades da Super Empreendimentos. A medida integra o conjunto de ações da operação policial que resultou nas prisões de Zettel e Vorcaro.

Zettel permanece detido na penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. Vorcaro firmou termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, movimento inicial para possível acordo de delação premiada.

Na semana passada, mediante autorização do ministro André Mendonça, Vorcaro foi transferido de um presídio de segurança máxima para a Superintendência da Polícia Federal. Ele mantém reuniões diárias com seus advogados. Inicialmente, ocupava uma cela comum, equipada com cama e banheiro. Na segunda-feira (23/03), foi transferido para a sala que abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro durante dois meses.

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