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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Aeroportos da Bélgica fecham após drones invadirem espaço aéreo; UE culpa Rússia

Dois aeroportos da Bélgica — Bruxelas e Liège — foram fechados após drones invadirem o espaço aéreo. As autoridades investigam possível espionagem e a União Europeia suspeita de envolvimento russo. O caso faz parte de uma série de incidentes semelhantes em países europeus nos últimos meses. A UE planeja criar um sistema antidrones até 2027 para reforçar a segurança aérea no continente.

Por Marina Izidro | Atualizado em
Mulher faz piada no Aeroporto de Brasília, mas se dá mal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Dois aeroportos da Bélgica — Bruxelas e Liège — precisaram suspender as operações na noite de (04/11) após drones não identificados invadirem o espaço aéreo. A medida foi adotada por questões de segurança, e causou atrasos e cancelamentos de voos. O ministro da Defesa belga levantou a suspeita de que o incidente possa ter ligação com espionagem internacional.

Europa registra série de ataques com drones

Os casos na Bélgica se somam a uma onda de incidentes semelhantes que vêm acontecendo em países da Europa nos últimos meses. Aeroportos e bases militares na Alemanha, Dinamarca, Noruega e Espanha também relataram sobrevoos irregulares. Segundo autoridades, os aparelhos foram operados de forma profissional, afastando a hipótese de acidentes ou ações amadoras.

Em setembro, Polônia e Romênia chegaram a acusar a Rússia de violar seus espaços aéreos durante ataques à Ucrânia. A União Europeia (UE) considera que parte dos incidentes pode estar relacionada ao conflito no Leste Europeu, embora o Kremlin negue qualquer envolvimento.

UE prepara sistema de defesa contra drones até 2027

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que, mesmo sem provas diretas, o objetivo russo seria “causar divisão na Europa”. O bloco trabalha para implementar um sistema antidrones até 2027, com o objetivo de reforçar a segurança aérea e evitar novas violações.

Enquanto isso, especialistas alertam que os países da OTAN devem investir em tecnologia de detecção e criar leis específicas para abater drones suspeitos, diante do risco crescente de espionagem e sabotagem digital.

Cresce a preocupação com a segurança aérea

O aumento dos incidentes levou a União Europeia a discutir uma nova política de defesa integrada, focada em proteger aeroportos e bases estratégicas. A expectativa é de que os sistemas de monitoramento avancem rapidamente nos próximos dois anos, especialmente diante da escalada de tensões entre Moscou e o Ocidente.

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