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Marco Bello Jr.
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Marco Bello Jr. é jornalista esportivo, com mais de 20 anos de experiência na cobertura do futebol brasileiro. Já participou de três Copas do Mundo e três Olimpíadas, além de diversos outros eventos nacionais e internacionais. É setorista especializado em Corinthians desde 2009. Atualmente, apresenta dois programas diários no Canal Meu Timão e é repórter e setorista do Corinthians e da seleção brasileira na TMC. Também atua como apresentador de um programa diário no Canal Time do Povo e é o criador e proprietário do Canal PodcasTimão, projeto digital voltado à análise dos bastidores do Corinthians.

Corinthians aposta em currículo internacional para reorganizar o mercado da base

Crisleison Santos chega com experiência no Manchester United e no Red Bull Brasil para coordenar o mapeamento de talentos

Corinthians oficializou a chegada de Crisleison Santos como novo Coordenador de Mercado das categorias de base, e o movimento merece mais atenção do que costuma receber esse tipo de anúncio. Não é contratação de impacto imediato, não rende manchete fácil e não resolve problema de curto prazo. Mas fala muito sobre como o clube pretende olhar para a formação daqui pra frente — ou, no mínimo, como gostaria de ser visto olhando para ela.

Crisleison chega com um currículo pouco comum no futebol brasileiro. Entre 2017 e 2025, trabalhou no Manchester United como observador técnico internacional, responsável pelo monitoramento de jogadores em todo o continente americano — Sul, Central e Norte. É um recorte amplo, exigente e que passa longe do improviso. Envolve método, critério, relatório, comparação de mercado e leitura de contexto, não só de talento bruto.

Antes disso, também foi head de scouting do Red Bull Brasil, um ambiente conhecido por processos bem definidos, metas claras e pouco espaço para achismo. Ali, a lógica sempre foi simples: identificar cedo, desenvolver rápido e decidir sem apego emocional. Não é coincidência que o Red Bull tenha sido referência nesse tipo de trabalho nos últimos anos, especialmente na base.

No Corinthians, o desafio é outro. O clube tem volume, tradição, pressão interna e externa, além de uma base que historicamente revelou talentos, mas nem sempre conseguiu proteger, valorizar ou monetizar esses ativos da melhor forma. A chegada de um profissional com esse perfil aponta para uma tentativa de organização e de leitura mais ampla do mercado, inclusive fora do eixo tradicional. Agora, o ponto central é menos o nome e mais o espaço que esse tipo de trabalho vai ter para existir de fato. Porque método sem autonomia vira só currículo bonito no organograma.