No começo do governo Trump, em março de 2025, nós vimos uma estudante caminhando na rua e de repente sendo cercada por agentes mascarados e sendo colocada em um carro sem identificação.
Essa estudante chamada Rumeysa Ozturk, que era turca, foi levada na região de Boston, nos Estados Unidos. Ela estudava na universidade de Tufs.
E é claro, aquilo causou muito mal-estar. Afinal de contas não é uma cena muito normal de se ver nos Estados Unidos.
Naquele momento, o governo americano disse então que estava revogando o visto desta estudante, desta acadêmica, porque ela teria “ligações com grupos terroristas”. Essa era o argumento do ICE.
O processo corre na justiça, ela foi enviada pro sul dos Estados Unidos numa prisão e acabou sendo solta.
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Mas olha o que aconteceu agora: os documentos desse processo foram tornados públicos. E aí o que a gente descobriu nesses documentos é que nas mensagens internas do governo, quando o governo falou que ia prender a jovem, uma parte da administração disse que não havia nenhuma evidência contra essa estudante que legitime a retirada do seu visto de estudante aqui nos Estados Unidos.
Isso salvo por um elemento, um artigo que ela publicou num jornal estudantil da universidade dela, pedindo que a universidade se posicione “contra o genocídio em Gaza”. Foi tudo que ela fez, que basicamente a administração pôde ver como sendo de alguma forma errada.
E aí a administração vai adiante e diz que, apesar de não existirem indícios da relação dela com grupos terroristas, a revogação do visto dela seguiria adiante.
Então, claro, isso é só pra gente mostrar que a arbitrariedade é muito séria quando ela acontece em um contexto de uma democracia.
E aí quando nós estamos vendo justamente toda essa atuação do ICE nesses últimos dias, é importante a gente ir nos documentos, nos processos jurídicos e ver o que é que tá por trás.
No caso dessa estudante, o motivo, o único indício que eles tinham era um artigo publicado de um jornal local da universidade dela, na qual ela e outros estudantes pediam que a universidade se posicionasse contra o genocídio em Gaza.
Em 2025, 30 pessoas foram mortas pelo ICE. Já em 2026, até então sete foram mortos, sendo dois desses cidadãos americanos. É uma força despreparada e agressiva.
