Mortos no Irã passam de 550, vítimas de bombardeios americanos e israelenses

Militares dos Estados Unidos e de Israel executaram ataques coordenados contra alvos iranianos no sábado (28/02)

Por Redação TMC | Atualizado em
Número de mortos no Irã passa de 550, diz organização humanitária. (Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters)

A organização humanitária Crescente Vermelho registrou 555 mortos e 747 feridos no Irã, consequência dos bombardeios americanos e israelenses no último sábado (28/02). Explosões atingiram Teerã e outras cidades do país. O líder supremo Ali Khamenei está entre as vítimas.

A entidade informou que 131 cidades iranianas foram alvos dos bombardeios. Esta é a segunda operação militar dos Estados Unidos contra o Irã em menos de um ano.

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Em junho de 2025, uma operação anterior havia bombardeado estruturas nucleares iranianas. O regime respondeu aos ataques. Mísseis foram disparados contra o território israelense.

Pressão contra programa nuclear

Trump vinha pressionando o Irã nas últimas semanas para que o país abandonasse seu programa nuclear. Negociações estavam em andamento quando os ataques foram lançados.

Washington acusa o Irã de tentar fabricar uma bomba atômica. Trump declarou que o objetivo da operação é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças.

“Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos“, disse Trump.

Protestos contra o regime

A ação militar ocorre após uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei no início do ano. Trump havia ameaçado o regime iraniano com ação militar caso a “matança” de manifestantes continuasse.

Por volta do dia 20 de fevereiro, o Irã voltou a registrar protestos. Estudantes que retomavam o semestre estudantil foram às ruas. Teerã advertiu os manifestantes a não ultrapassarem “limites”.

O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018, quando Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

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