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Boletim Focus mantém projeção de crescimento do PIB em 1,80% para 2026, aponta BC

Relatório divulgado nesta segunda-feira (19/01) também prevê inflação controlada em 4,02% e redução da taxa Selic para 12,25% ao longo do ano, abaixo do patamar atual de 15%

Por Redação TMC | Atualizado em
Fachada do prédio do Banco Central
Câmera Fotográfica (Foto: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O Banco Central divulgou o Boletim Focus nesta segunda-feira (19/01) com a manutenção da projeção de crescimento do PIB brasileiro em 1,80% para 2026. O documento, que reúne as expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos, aponta para um cenário de inflação controlada e possível redução da taxa básica de juros ao longo do ano.

A mediana das projeções para o IPCA recuou de 4,06% para 4,02% nas últimas quatro semanas, permanecendo dentro da meta oficial de inflação de 3,5%, que possui margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

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As estimativas para a inflação mensal reforçam a tendência de desaceleração dos preços. O mercado financeiro projeta IPCA de 0,35% em janeiro, 0,53% em fevereiro e 0,35% em março. Com esses valores, a inflação acumulada em 12 meses deve atingir 4,04%.

Para a taxa Selic, a expectativa é de que termine 2026 em 12,25%, abaixo do patamar atual de 15%. Essa diferença sinaliza que o mercado antecipa um ciclo de cortes na taxa básica de juros ao longo do ano.

O relatório mantém estáveis as principais projeções econômicas. Além da manutenção da expectativa para o PIB em 1,80%, o documento também preserva a projeção do dólar em R$ 5,50 para o final de 2026.

As instituições que contribuem para o Boletim Focus incluem bancos, gestoras de recursos e consultorias econômicas. O Banco Central coleta e organiza semanalmente essas estimativas, que servem como termômetro das expectativas do mercado.

“Nos últimos anos, o Focus tem subestimado o crescimento, exagerado riscos fiscais e superestimado pressões inflacionárias, frequentemente errando contra o desempenho real da economia”, afirma o professor Rafael Viegas, da FGV.

O especialista observa que o desempenho econômico de 2025 superou as expectativas iniciais do próprio mercado, contrastando com as projeções mais conservadoras para 2026 que se mantêm no relatório atual.

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