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Economista analisa se Brasil se beneficia ou não de mudanças do tarifaço do Trump

Bruna Allemann, economista e colunista da TMC, analisou a decisão da Suprema Corte dos EUA em participação no programa Link TMC

Por Redação TMC | Atualizado em
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou maior parte das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump
Câmera Fotográfica (Foto: Elizabeth Frantz/Reuters)

Na sexta-feira (20/02), a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a países do globo, dentre eles o Brasil. Agora, a alíquota cobrada voltou para 15%, percentual cobrado antes dos 50% impostos no tarifaço. Bruna Allemann, economista e colunista da TMC, analisou como o Brasil pode se beneficiar disso.

Nos beneficiamos por um lado, mas não estamos sendo beneficiados por outro dentro do país. Então muito cuidado quando olhamos as notícias e achamos que o impacto vai ser direto. Aqui não podemos tomar partido nem dos Estados Unidos nem do governo brasileiro. Temos que analisar como os impostos são colocados e como chega dentro do nosso bolso. Pode ser que o Brasil se beneficie em relação a exportação, mas em relação aos produtos importados, não só dos Estados Unidos, 1.200 produtos vão acabar ficando mais caros por questões internas, não externas“, explicou a economista Bruna Allemann em participação no Link TMC.

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Se comparado a todos os países afetados, Brasil foi o mais beneficiado: em média, as alíquotas caíram em 13,6%. China (-7,1%), Índia (-5,6%), Canadá (-3,3%) e México (-2,9%) fecham o top-5 do levantamento feio pela Global Trade Alert. Bruna Allemann destacou como o tarifaço de Trump havia intenção política.

Quando a gente fala sobre o tarifaço, o Brasil acabou sendo o mais prejudicado. Ao longo do tempo, conseguimos ver que não era só uma questão econômica, houve também a relação político-comercial entre Estados Unidos e Brasil. Isso está muito claro. Por mais que fale de econômica, sempre destaco que essa medida do Trump teve viés comercial e político”, analisou.

Paralelamente, o Governo Federal aumentou o imposto de importações sobre diversos produtos neste mês, dentre eles smartphones e produtos eletrônicos, em até 7,2%. Para justificar a decisão o Ministério da Fazenda alega que o consumo nacional de bens de capital e de informática aumentou em 33,4% desde 2022, correndo risco de colapsar o mercado brasileiro.

“A Suprema Corte dos EUA decidiu que o Trump excedeu sua autoridade ao impor essas tarifas amplas sobre os produtos importados. Isso fez com que voltassem as tarifas – ou relativamente menor – e não diferenciada entre os países de 15%. Tem várias reportagens dizendo que o Brasil vai acabar se beneficiando, o que pode ser verdade se não fossem os problemas internos que temos. Não adianta sair pensando que ‘os Estados Unidos vão melhorar minha vida’. Como sempre falo, EUA, Europa e os países desenvolvidos têm uma questão que economia não interfere na parte política. Países emergentes, como China, Índia, Brasil e América Latina, não adianta apenas a medida do Trump para nos afetar internamente. Nosso governo deu um sinal de alerta que vai aumentar o valor de importação de mais de 1.200 produtos”, ponderou.

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Confira na íntegra o programa Link TMC desta segunda-feira (23/02)

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