B3 encerra maio no vermelho com queda de 0,57%; dólar tem alta

Brent e WTI registram as maiores quedas mensais do ano; PIB do 1º tri cresce 1,1% e Copom se reúne em junho para decidir Selic

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(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A B3, bolsa de valores brasileira, encerrou o mês com recuo. O índice Ibovespa fechou em 174.056 pontos, queda de 0,57% na sessão. Apesar do resultado negativo do dia, o índice acumula ganhos expressivos ao longo de 2026.

O dólar comercial subiu 0,21% e fechou a R$ 5,042 para venda. No mês, a moeda americana avançou 1,6%. Mas, no acumulado desde janeiro, o dólar ainda cai 8% — o que significa que o real se valorizou bastante frente ao dólar neste ano.

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Para o cidadão comum, um dólar mais fraco barateia produtos importados e viagens ao exterior. Mas a alta recente de 1,6% em maio pode pressionar preços de itens que dependem do câmbio, como eletrônicos e combustíveis.

O petróleo registrou em maio uma das piores performances do ano. O barril tipo Brent — referência global — recuou 17,4% no mês. O WTI (West Texas Intermediate), referência americana, caiu 16,8% no mesmo período, segundo dados de mercado compilados pelo UOL.

No fechamento desta sexta-feira (29/05), o Brent operava a US$ 91,12, com queda de 1,7% no contrato futuro com vencimento em julho. O WTI marcava US$ 87,36, baixa de 1,73%. Só na semana, as perdas chegaram a 12% para o Brent e 9,56% para o WTI.

Fluxo de capital estrangeiro

O apetite do investidor estrangeiro pela bolsa brasileira esfriou em maio. O saldo das aplicações externas ficou negativo em R$ 13 bilhões no mês, segundo dados da B3. Ainda assim, o fluxo acumulado em 2026 permanece positivo: R$ 43 bilhões em superávit desde janeiro.

Um dado positivo animou analistas: o Produto Interno Bruto (PIB — soma de tudo que o país produz) cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o avanço acumulado chega a 2%.

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, se reúne nos dias 16 e 17 de junho para definir a Selic — a taxa básica de juros que baliza o crédito no país. Nas duas últimas reuniões, em março e abril, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual cada vez, levando a taxa de 15% ao ano para os atuais 14,50% ao ano.

Juros mais baixos tendem a baratear financiamentos de imóveis, carros e crédito pessoal. A decisão de junho será acompanhada de perto por quem planeja contrair dívidas ou investir em renda fixa.

Cenário externo

No campo geopolítico, negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um entendimento preliminar para prorrogar o cessar-fogo entre os dois países. O acordo provisório contribuiu para reduzir parte da tensão nos mercados internacionais.

Além disso, o governo do presidente Donald Trump classificou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida passa a valer a partir de 5 de junho.

Leia mais: Ministério da Fazenda mantém previsão de alta de 2,3% no PIB neste ano

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