Dólar cai e gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º trimestre

Despesas em viagens internacionais crescem 21,9% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionadas pela desvalorização do dólar frente ao real

Por Redação TMC | Atualizado em
Notas de reais e dólares empilhadas
(Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

Brasileiros gastaram US$ 6,04 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em viagens internacionais entre janeiro e março de 2026, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (24/04). O valor representa alta de 21,9% em relação aos US$ 4,96 bilhões (R$ 24,7 bilhões) do mesmo período de 2025. Este é o maior montante para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da instituição, em 1995.

Apenas em março, as despesas no exterior totalizaram US$ 1,99 bilhão (R$ 9,9 bilhões), recorde para o mês. O aumento ocorre em contexto de desvalorização do dólar frente ao real, o que torna viagens internacionais mais acessíveis. Passagens aéreas, hospedagens e compras no exterior são cotadas em moeda estrangeira.

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Na quinta-feira (23/04), o dólar fechou cotado a R$ 5, com alta de 0,58%. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana registra queda de 8,85%.

A desvalorização da moeda está relacionada à guerra no Oriente Médio. O mercado avalia que o Brasil, como exportador de petróleo, encontra-se em posição mais favorável que outras economias. A comercialização do produto contribui para a entrada de divisas no país, valorizando o real.

A economia brasileira continua em expansão, apesar da desaceleração. A atividade econômica é outro elemento que costuma influenciar os gastos no exterior.

Déficit nas contas externas recua 10,76%

O déficit das contas externas brasileiras apresentou redução de 10,76% no primeiro trimestre de 2026. A conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 20,27 bilhões nos três primeiros meses deste ano. No mesmo intervalo de 2025, o rombo foi de US$ 22,71 bilhões.

O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período. O resultado em transações correntes é formado pela balança comercial, que representa o comércio de produtos entre o Brasil e outros países. Também inclui serviços adquiridos por brasileiros no exterior e rendas, como remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O BC explica que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando o país cresce, demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir.

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Investimentos estrangeiros caem

Os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira apresentaram pequeno recuo no primeiro trimestre de 2026. Estrangeiros trouxeram US$ 21,03 bilhões em investimentos entre janeiro e março de 2026. No mesmo período de 2025, o montante foi de US$ 23,04 bilhões.

Os valores foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.

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